quarta-feira, 31 de julho de 2024

Em livre cooperação proposital

   Marcos Antonio Dantas de Oliveira[1]

O 'dono-cooperado’ deve observar no seu negócio, quais forças causam ameaças e quais as solucionam, e assim viabilizar o planejamento, a gestão, a tomada de decisão, para alavancar à liberdade individual do ‘dono-cooperado’ – e argui Charles Howarth, pioneiro da cooperativa de Rochdale: preferia renunciar a todas as suas vantagens, si, para consegui-las, se tivesse de attendar contra o princípio da liberdade”. Um outro detalhe: Rochdale “elegia semestralmente um presidente, um tesoureiro e um secretário” (Holyoake) o recado de Rochdale.

 

Por aqui, via de regra, uma ameaça danosa é o menosprezo do ‘dono-cooperado’ por sua cooperativa, pois a inviabiliza, por não compartilhar a estrutura organizacional – recursos, processos e valores – na formação educativa; na ausência de planejamento e gestão estratégica e de um plano de comunicação interna integrada ao marketing, na baixa credibilidade institucional face a onipresente ética de compadrio; na alta inadimplência e no baixo número de cooperados. Chega de chefe ou condutor, quero um líder que inculque a visão de futuro, a missão, os valores, a proposta de valor do negócio cooperativo naqueles que agem para o insucesso da cooperativa.

 

Anular o menosprezo dos ‘dono-cooperado’ por sua cooperativa é vital. Essa, tem estrutura sistêmica e normas estabelecidas e divulgadas, por isso, o ‘dono-cooperado’ é capaz de solucionar essa problemática: 1) escolher dirigente-líder que compartilhe funções com o ‘dono-cooperado’ para operar seu plano de negócio em rede; 2) usar os princípios ecológicos (o estudo da casa) e econômicos, (o manejo da casa) para garantir que o ‘dono-cooperado’ compartilhe as ferramentas gerenciais no planejamento, gestão e tomada de decisões na execução dos objetivos e metas convergentes; 3) ofertar bens e serviços de qualidade, funcionais, convenientes e confiáveis a preços correntes pelo conceito de valor para o consumidor; 4) alavancar a ética, o ativismo, a prática cooperativa para o êxito do clima e cultura organizacionais na ideia de negócio – visão de futuro, missão, valores.

 

Aprender a conhecer, aprender a fazer, aprender a ser e aprender a viver juntos, ‘dono-cooperado’, ”stakeholders” e sociedade que, pela exitosa educação cooperativista realizam suas preferências temporais, individual e coletiva, e suas perspectivas e expectativas, hoje e amanhã. Alegra-os.

 

Apenas, enquanto floresce as normas de conduta justa, há o exercício da liberdade individual; com efeito, o 'dono-cooperado é o construtor da ideia de negócio vis-à-vis à preservação e o uso dos fatores de produção por gestão comprometida com os princípios cooperativistas nos ambientes públicos e privados, crie e compartilhe ciclos virtuosos que gere oportunidades para operar o negócio pela eficiente segurança jurídica e interação: computador-internet-dispositivos móveis de banda larga; pelo aumento poupança e do nível de investimento; pela eficiência, resguarde os recursos naturais, inove nos bens de capital e capacite o 'dono-cooperado' em TIC para impulsionar à prosperidade e o bem viver.

 

Liberdade e segurança, argui Hayek, só pelo exercício do Estado de Direito, que "significa que todas as ações do governo são regidas por normas previamente estabelecidas e divulgadas – as quais tornam possível prever com razoável grau de certeza de que modo a autoridade usará seus poderes coercitivos em dadas circunstâncias, permitindo a cada um planejar suas atividades individuais com base nesse conhecimento" alavanca o Desenvolvimento Sustentável “quando o indivíduo baseado em seu julgamento de valor e propositalmente em cooperação com outros criam uma organização numa ordem espontânea e ampliada e em pleno Estado de Direito, uma ideia de negócio, utilizam suas capacidades organizacionais para preservar e usar com eficiência os fatores de produção e tributos; transformando-os com eficácia em bens e serviços funcionais, convenientes e confiáveis, satisfazem suas preferências temporais, individual e coletiva, para bem viver seus valores, razão, propósito, autoestima e ética – o Estado da Arte” (Oliveira).

 

E o êxito, diz Bernardes, está na atuação de um (dirigente) líder – aquele que usa a autoridade, o “controle ou influência sobre o comportamento de outros para a promoção de  metas coletivas, com base em alguma forma verificável de consentimento destes outros em razão de estarem informados dessa situação”, para dar soluções às ameaças ao seu negócio – a cooperativa.



[1] Mestre em Desenvolvimento Sustentável, professor da UNEAL, Engenheiro Agrônomo, articulista da Tribuna Independente e do sabecomquemestafalando.blogspot.com e dirigente sindical.

 

domingo, 30 de junho de 2024

O pulo do gato para prosperar – SOBRAS

  Marcos Antonio Dantas de Oliveira[1]

Por curiosidade leia nos jornais: os Editais de convocação de assembleias de cooperativas e note, é comum nesses editais a quase ausência do importante princípio estatutário, a distribuição de Sobras. E a Coamo a faz. A Coamo, em 2023, teve receita global de R$ 30,3 bilhões e distribui sobras de R$ 850 milhões, que foram distribuídos aos mais de 31 mil cooperados nos estados do Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul (divida: 850.000.000 por 31.000 cooperados e por 12 meses), a Sobra é baixa para promover-lhe prosperidade e bem-estar  –  https://coamo.com.br/pt-br/noticias/coamo-tem-receita-global-de-rdollar-30,3-bilhoes-e-distribui-sobras-de-rdollar-850-milhoes-aos-cooperados

Na Inglaterra de 1848, a Sociedade dos Pioneiros de Rochdale, dos tecelões da indústria, sabiamente destinou também das Sobras – 2,5% para fins da educação geral. Essa regra auxiliou em muito o engrandecimento da cooperativa para o enfrentamento da melhoria das condições sociais e econômicas dos 'donos-cooperados' – deu-lhe fama mundial. E fascinados por esse ideário cooperativo insistem na tese de que a cooperativa ajuda na execução de estratégias que lhes garanta o acesso e uso dos bens de capital para a sustentação do seu sistema produtivo e social; da valorização da sua mão de obra ao uso e não uso dos recursos naturais; da comercialização de seus bens e serviços à distribuição de Sobras; dos benefícios da cooperação ao seu patrimônio imaterial; e da liberdade individual ao progresso e bem viver.

Entre as estratégias: a criação de um fundo de capital, oriundo dos depósitos de seus 'donos-cooperados' e do resultado econômico dos negócios da sociedade, a distribuição de Sobras. Ela é vital, pois o 'dono-cooperado' decide sobre suas preferências temporais, individual e coletiva, hoje e amanhã, para melhorar seus estilos de vida e reproduzi-los. Esse fundo é o ponto de partida para o êxito da cooperativa e a distribuição de Sobras é a garantia de que seu negócio está sob controle e ainda anima seu ativismo. Ainda assim, apático e ou sem entender bem do seu negócio, a cooperativa – o 'dono-cooperado' acredita que ela é uma ferramenta relevante para minimizar as dificuldades do seu dia a dia; o que é acertado, logo, necessita saber como funciona a administração para dá "pitacos" no seu negócio.

Em tempo: o associativismo na região fumageira de Alagoas nasce com a Cooperativa Agro-pecuária e Industrial de Arapiraca, Capial, em 1963, do pioneirismo e entusiasmo de Lourenço de Almeida e dos fundadores, homens e mulheres, 'donos-cooperados' estabelecidos nos municípios fumageiros. E depois da Capial vieram os sindicatos [fins dos anos 60] e as associações [início dos anos 80]. Mas, foi à distribuição de Sobras que deu fama regional a Capial, início de 1980; esta regra, a distribuição de Sobrasproporcionou ao 'dono-cooperado': acesso a distribuição econômica e patrimonial – com incremento das riquezas privadas – e a melhoria dos serviços sociais aos 'donos-cooperados' e moradores da região. A  região fumageira firmou-se como centro de debates dos citadinos, rurícolas e agricultores, para formular, executar, avaliar e corrigir às políticas públicas de uso e não uso dos recursos naturais e crédito bancário, de segurança jurídica, alimentar, e pública, de lazer e saúde, de associativismo e comercialização, de renda e tributo; de alfabetização e consumo de bens e serviços.

É relevante para os ‘donos-cooperados’, a observância de normas estabelecidas e divulgadas, de  modo que, todos realizem e fortaleçam seus objetivos em suas cooperativas, é essencial. Foi vital, o uso do princípio distribuição de Sobras pelos Pioneiros de Rochdale e da Capial (na Região Fumageira de Alagoas). Aliás, os quase 4 mil ‘donos-cooperados’, via de regra, minifundiários, fizeram uma transformação de suas áreas rurais com fortes problemas na distribuição dos ativos fundiários, no uso de bens de capital, no financiamento bancário e de terceiros e nos serviços públicos, entre eles, o eficiente serviço: de pesquisa agropecuária feito pela EPEAL e de assistência técnica e extensão rural feito pela EMATER (empresas estatais) e no incremento da produtividade e das rendas advindas do plantio pra mais de 40 mil hectares de fumo em consórcio com algodão e/ou feijão de corda e mandioca, principalmente em 12 municípios – Sobras, o motivo do êxito do fumicultor e da Capial. Hoje, sem a distribuição de Sobras, o fumicultor e a Capial sobrevivem precariamente, não prosperam. 

É fato. Quem sustenta a cooperativa ao longo do tempo é os ‘donos-cooperados’, é sua observância sobre o cumprimento e fortalecimento das normas, do ativismo e da prática cooperativista; e sua capacidade organizacional e estratégica para antever e discernir o que é essencial para reproduzirem seu negócio nos diversos contextos e cenários. É a cooperativa, via cooperação, troca e interação intencionais e pacíficas dos ‘donos-cooperados’, dos não cooperados e dos "stakeholders" que alavancam a oferta e a procura por bens e serviços de qualidade  funcionais, convenientes e confiáveis  negociados a preços correntes pelo conceito do consumidor para valor. E assim consolidam esse negócio privado.

A cooperativa, por certo, não deve agir como uma instituição extrativista política, porque não distribui poder, nem econômica, porque não distribui renda e riqueza. Quer dizer, não pode ser gerida por um dirigente-condutor – que usa o poder como "controle ou influência sobre as ações dos outros no intuito de atingir as próprias metas, sem o consentimento destes outros, contra a vontade deles ou sem o seu conhecimento ou compreensão", nem por um dirigente-chefe  que usa a troca como meio de “controle ou influência tendo por base recursos materiais e recompensas na forma de remuneração pelo recebimento de algum tipo de contribuição” (Bernardes). 

Geridas por esses tipos dirigentes, não há diálogo, nem normas de conduta justa, então, as ideias e experiências ecológicas e econômicas [código florestal, ciência, inovação, produtividade, divisão do trabalho] e culturais [hábitos, instituições, normas, aprendizados, saberes, rituais, sentimentos ...], não geram progresso e bem viver para os 'donos-cooperados' https://tribunahoje.com/noticias/cooperativas/2024/03/01/134602-ocb-alagoas-um-case-de-insucesso-na-gestao-cooperativista#google_vignette

Só o dirigente-Líder usa o “controle ou influência sobre o comportamento de outros para a promoção de metas coletivas, com base em alguma forma verificável de consentimento destes outros em razão de estarem informados dessa situação” (Bernardes) para o êxito do 'dono-cooperado' e da cooperativa protegidos pelo exercício do Estado de Direito e do Desenvolvimento Sustentável. Logo, o 'dono-cooperado' ao praticar o ativismo e a prática cooperativista constrói caminhos para satisfazê-lo e a família em seu julgamento de valor para o bem viver, usufruindo dos bens primários: individualidade, liberdade, propriedade, confiança e felicidade.

– “Nossa geração corre perigo de esquecer não só que a moral é, por essência, um fenômeno da conduta pessoal, mas também que ela só pode existir na esfera em que o indivíduo tem liberdade de decisão e é solicitado a sacrificar voluntariamente as vantagens pessoais à observância de uma regra moral” (Hayek). 

A cooperativa é um bem dos 'donos-cooperados' – Vida longa, Jorgraf/Cooperativa dos Jornalistas e Gráficos do Estado de Alagoas – Parabéns Tribuna Independente, 10 de julho!

 



[1]Mestre em Desenvolvimento Sustentável, professor da UNEAL, Engenheiro Agrônomo, articulista da Tribuna Independente e do sabecomquemestafalando.blogspot.com e dirigente.

 

 

sexta-feira, 31 de maio de 2024

Ninguém é o juiz dos valores de outrem

 Marcos Antonio Dantas de Oliveira[1]

 

– Ah! O indivíduo (o consumidor) ao compartilhar experiências, leituras e filosofias sobre a liberdade, pensa, age e usa o instinto (liberdade e ação) e a razão (controle e previsão) para prover suas necessidades e autorrealizações: comida, água, abrigo, troca, produção e consumo entre tantas outras, e assim escolhe suas preferências temporais, individual e coletiva, ora poupando ou consumindo, ora hoje ou amanhã, em ambientes públicos e privados, que estimulando suas instituições econômicas e políticas inclusivas impulsionam a livre iniciativa, o livre mercado e o Estado de Direito pela eficiente cooperação, troca e interação pacíficas nessa era digital acessível, ampliada e onipresente, certamente, pela ação advinda da liberdade espontânea e imprevisível e de seus valores: razão, propósito e autoestima – é uma ação proposital.

 

Logo, exige do indivíduo um propósito de vida que protegido por norma de conduta justa (princípios e regras) promove e alavanca o Desenvolvimento Sustentável – “quando o indivíduo baseado em seu julgamento de valor e propositalmente em cooperação com outros criam uma organização numa ordem espontânea e ampliada e em pleno Estado de Direito, uma ideia de negócio, utilizam suas capacidades organizacionais para preservar e usar com eficiência os fatores de produção e tributos; transformando-os com eficácia em bens e serviços funcionais, convenientes e confiáveis, satisfazem suas preferências temporais, individual e coletiva, para bem viver seus valores, razão, propósito, autoestima e ética – o Estado da Arte” (Oliveira)– Não é um jogo de soma zero essa era digital.

 

Ora pois, "cada pessoa possui uma inviolabilidade fundada na justiça que nem mesmo o bem-estar da sociedade como um todo pode ignorar”. Por essa razão, a justiça nega que a perda de liberdade de alguns se justifique por um bem maior partilhado por outros" (RAWLS). Todavia, nesse cenário de tantas desigualdades, coerções e compulsões, incertezas e inseguranças, inclusive a jurídica, o consumidor – beneficiário da lei 11.326/2006, empregado privado e público, professor, empreendedor e outros – necessita preservar, usar e compartilhar com eficiência e eficácia os fatores de produção, impostos e bem viver. É o indivíduo que ao agir como uma força motriz protege, conserva, usa, inova, produz, especializa, armazena, consume, intercambia e otimiza ideias e bem-estar em escala ascendente e abundante, pode garantir que o usufruto da riqueza privada e pública, torne-o próspero e liberto.

 

O indivíduo, a priori, ao compreender o estado da vida e de vida na bacia hidrográfica cria negócios, inova no planejamento, gestão e oferta bens e serviços funcionais, convenientes, confiáveis e úteis a preços concorrentes aos consumidores. E como observa e compartilha tendências e cenários organiza e melhora as trocas desiguais ecológicas e econômicas sob regras formais e informais em condições favoráveis para alavancar o progresso abrindo mão voluntariamente de algumas delas, em favor de regras que vêm sendo aperfeiçoadas por milênios, em destaque os últimos 200 anos de experiências e diálogos como exercícios da liberdade imprevisível em contínuos processos de aprendizagem, desaprendizagem e reaprendizagem sobre os princípios ecológicos (o estudo da casa) e os fundamentos econômicos (o manejo da casa), que lhe assegura pelo progresso uma vida confortável pela concretude de suas preferências temporais, individual e coletiva, hoje e amanhã, sobretudo as de longo prazo.

 

O indivíduo, por certo, pensa, dialoga, age, planeja, gere e negocia estrategicamente o uso dos fatores de produção e bens de capital, da tecnologia e inovação, dos bens, serviços e livre mercado e do lucro, em situações e condições espoliadoras, dia a dia, pelos altos impostos cobrados pelo governo e pela constante intervenção do Estado. Então decide, via de regra, pelos seus julgamentos de valor os objetivos realizáveis sobre sua prosperidade e bem viver ao primar pela eficiência, eficácia e ótima qualidade da produção e consumo, e ao melhorar pacificamente a cooperação e a troca, a ordem e a realidade ampliadas e espontâneas estimulam o progresso e suas preferências temporais, hedônicas e eudaimônicas.

 

A experiência de vida significa que “a liberdade concedida apenas quando se sabe de antemão que os seus efeitos serão benéficos não é liberdade”, ilustra Hayek – a liberdade espontânea e imprevisível, não é uma decisão de especialista, por isso, o indivíduo a deseja. No entanto, faz sentido que o estado de vida e da vida pode ser salvaguardado por regras voluntárias entre os indivíduos, enquanto, apenas enquanto, a lei for “a organização coletiva do direito individual em legítima defesa”, como incita Bastiat; pois, “o mais grave perigo que hoje ameaça a civilização é a intervenção do Estado”, ecoa Ortega y Gasset Cármen Lúcia diz temer criação do "coronelismo digital" com fake news (Poder360) https://www.youtube.com/watch?v=4xL2TDQlW70

 

– Ora, como cheguei até aqui como indivíduo, como espécie? Como vejo e pratico minhas virtudes e vícios, se, via de regra, os mais 8 bilhões de habitantes sobrevivem sem praticar sua liberdade espontânea e imprevisível, sem questionar: o que é progresso, preferência temporal (individual e coletiva), poder estatal, poder social, norma de conduta justa, em suma, civilização é o quê?  



[1] Mestre em Desenvolvimento Sustentável, engenheiro agrônomo, articulista da Tribuna Independente de Alagoas e do blog:sabecomquemestafalando.blogspot.com, dirigente sindical e professor da Universidade Estadual de Alagoas.

 

  

  


terça-feira, 30 de abril de 2024

Uma necessidade, romper o desconforto

Marcos Antonio Dantas de Oliveira[1]

 

– “Se perguntarmos o que os homens devem, antes de tudo, às práticas morais dos chamados capitalistas, a resposta é; suas próprias vidas”. Tampouco, “a maioria dos indivíduos que hoje constituem o proletariado não teria condições de existir se outros não lhe proporcionassem meios de subsistência”, argumenta e alerta Mises.

 

A saber: 1) diz o IBPT, 79,02% da população que ganha até 03 salários mínimos (4.236 reais) são responsáveis por 53,79% dos impostos arrecadados pelo governo. Para cada 1 trilhão arrecadado, 53,79% vem das pessoas que ganham até 03 salários mínimos; e dentre essas, os agricultores familiares, em maioria, e ainda assim sem saneamento básico; 2) o Censo agropecuário 2017, informa que existem 3,9 milhões de estabelecimentos familiares; 3) Uma Jornada pelos Contrastes do Brasil, informa que “0,6% dos estabelecimentos foram responsáveis por cerca de 53% da produção, enquanto que, no outro extremo, 69% dos estabelecimentos, os quais três quartos eram produtores familiares e, em grande parte, estão no Nordeste, respondiam por 4% da produção”; 4) via de regra, os agricultores e famílias usam muito pouco a interação computador-internet-dispositivos móveis de banda larga, ora pelo elevado preço ofertado pelas operadoras, pela baixa qualidade da conectividade e sem acesso em muitos lugares; 5) o financiamento é para poucos, com baixo valor do custo de produção; 6) o serviço de pesquisa agrícola distante do agricultor; 7) o ineficaz serviço de extensão rural, estatal e privado, singularmente nos estados nordestinos e nortistas; 8) e, em insegurança pública e jurídica.

 

Anote – “Quando as pessoas ficam mais ricas, e assim se tornam mais bem alimentadas, mais sadias e têm mais conforto, passam a valorizar mais sua própria vida e a dos outros” (Pinker citando Paine).

 

É possível essa valorização da vida, pois, é “Graças à multiplicação, à diferenciação, à comunicação e à interação ao longo de distâncias cada vez maiores, e à transmissão ao longo do tempo, a humanidade tornou-se uma entidade distinta que preserva certas caraterísticas estruturais que podem produzir efeitos benéficos para crescimentos numéricos adicionais”, bem disse Hayek.

 

Aliás, essa nova era das máquinas potencializa o pensar, o diálogo e o agir dos indivíduos nas redes sociais, por certo, repercutem em suas atuações em quaisquer organizações sociais para enfrentar às incertezas e o intervencionismo de qualquer natureza, principalmente o do Estado contra à liberdade do Indivíduo e ao seu estado de Direito. De maneira que, afirmava Adam Smith, "a economia política possa prover uma receita farta [...] para as pessoas, ou, mais propriamente, capacitá-las [...]; segundo, suprir o estado [...] com receitas suficientes para seus serviços públicos" para promover  o desenvolvimento sustentável.

 

É a ação humana, então, consciente ou inconsciente, é o fazer ou não fazer contínuo do indivíduo (do agricultor familiar, do empreendedor, do empregado, do consumidor) para transformar ideias em estados satisfações e, assim remover conflitos de visões e de interesses, seu desconforto material e espiritual. O indivíduo age para garantir os meios, e assim, realizar as metas e os fins desejados, e, se satisfaz com os resultados obtidos, sempre alicerçados no seu juízo de valor – que é pessoal e subjetivo – e em normas de conduta justa devem ser a fonte de suas escolhas em qualquer sociedade sob o Estado de Direito. 

 

Por ora, o citadino ou rurícola sobrevivem sob a força legítima ou ilegítima, de coerção e compulsório do Estado.


Porém, é o homem que baseado em seus julgamentos de valor, o solucionador quanto a seu estado de desconforto de qualquer natureza sob a ótica dos conflitos de interesses e de visões de mundo, ora restrita para muitos, ora irrestrita para outros tantos numa ordem e realidade ampliadas e espontâneas  não é juiz dos valores de outrem.

 

É indiscutível, falta-lhes líderes que organizem a lei e o governo. E argumenta Bernardes, líder é aquele que usa a autoridade, que é o “controle ou influência sobre o comportamento de outros para a promoção de metas coletivas, com base em alguma forma verificável de consentimento destes outros em razão de estarem informados dessa situação”. E assim, ajuda-o, romper seu desconforto.

 

– E para romper o desconforto de qualquer natureza, o indivíduo necessita pensar, dialogar e agir, para que de maneira resoluta, possa afiançar uma lei que proteja o direito individual em legítima defesa, ao abrir mão voluntariamente de sua liberdade e preferências temporais para prosperar e ser feliz  E não por um regime de liberdade, tipo, Éramos felizes e não sabíamos", do ministro Alexandre de Moraes:  https://www.youtube.com/watch?v=g_HORGxofdE

 





[1] Mestre em desenvolvimento Sustentável e professor da UNEAL

domingo, 31 de março de 2024

NADICA DE NADA

 Marcos Antonio Dantas de Oliveira[1]

“Foi pelo fato de a vida, a liberdade e a propriedade existirem antes que os homens foram levados a fazer as leis” – Eis o homem, como bem diz Bastiat. 


Então acreditar que o FEM/Fórum Econômico Mundial está certo em propor uma renda universal para romper o nadica de nada; porém, “Você não possuirá nada. E será feliz” – https://blocktrends.com.br/voce-nao-possuira-nada-e-sera-feliz-o-que-e-o-tal-grande-reset/


Ou é o indivíduo (com autoestima em alta) que por sua livre iniciativa rompe o nadica de nada e será feliz ao exercitar o Estado de Direito, que "significa que todas as ações do governo são regidas por normas previamente estabelecidas e divulgadas – as quais tornam possível prever com razoável grau de certeza de que modo a autoridade usará seus poderes coercitivos em dadas circunstâncias, permitindo a cada um planejar suas atividades com base nesse conhecimento" (HAYEK).


Portanto, os indivíduos e os "stakeholders" devem promover o Desenvolvimento Sustentável – "quando o indivíduo baseado em seu julgamento de valor e propositalmente em cooperação com outros criam uma organização numa ordem espontânea e ampliada e em pleno Estado de Direito, uma ideia de negócio, utilizam suas capacidades organizacionais para preservar e usar com eficiência os fatores de produção e tributos, transformando-os com eficácia em bens e serviços funcionais, convenientes e confiáveis, satisfazem suas preferências temporais, individual e coletiva, para bem viver seus valores, razão, propósito, autoestima e ética – o Estado da Arte" (OLIVEIRA).

 

Os agricultores e extrativistas familiares, os jovens rurais e outros rurícolas (empregador e empregado) permanecem com dificuldade para empreender e prosperar devido ao não acesso e uso ao recurso natural, bens de capital, financiamento, assistência técnica, mercado, imposto, salário e lucro; bem como, à inovação, produtividade, divisão do trabalho e à oferta de bens funcionais, convenientes e confiáveis de suas unidades produtivas ao consumidor. 


E assim seguem em êxodo rural; esse êxodo acarreta consequências graves, entre elas: a presença em viés de alta de idosos na atividade agropecuária; o insucesso ou a interrupção na sucessão familiar; a consequente masculinização do campo; bem como pelo não aproveitamento do bônus demográfico. De modo que, a fragilidade dos agricultores minifundiários, analfabetos, descapitalizados e de suas representações nos espaços públicos e privados precarizam ainda mais seu modo de vida: social, ecológico e econômico. E continuam em insegurança jurídica. 


Sobretudo é necessária e oportuna suas participações efetivas nas audiências públicas do Plano Plurianual/PPA, da Lei de Diretrizes Orçamentárias/LDO e da Lei Orçamentária Anual/LOA, quer federal, estadual, distrital e municipal. Esse processo aponta para a necessidade de estratégias e conexões sustentáveis para garantir que as diretrizes e a execução de programas, projetos e ações numa ordem e realidade ampliadas e espontâneas sejam exitosas. Por certo, nadica de nada acontece pelas suas ausências nessas audiências públicas, via de regra.

 

Argumentava Stuart Mill – “Temos o direito de nos conduzir de variadas maneiras em relação a uma pessoa, seguindo nossa opinião desfavorável sobre ela, não para oprimir sua individualidade, mas para exercer a nossa”.


É incontestável, que o indivíduo (
empreendedor, investidor, empregador e empregado, consumidor) exercite sua individualidade e sua liberdade, esse exercício faz a diferença para romper ou diminuir às incertezas de qualquer natureza e o ciclo de pobreza de muitos, ora debatendo tendências e traçando cenários e estratégias com possíveis soluções para alavancar o propósito de vida pelo seu pleno exercício do Estado de Direito. 


O indivíduo pensa, age e soluciona os conflitos de visão de mundo e de interesses, que baseados em seus julgamentos de valor, em normas de conduta justa e legisladas, decide sobre: visão de futuro, ideia do negócio e proposta de valor, e promove suas preferências temporais, individual e coletiva, hoje e amanhã, na bacia hidrográfica para prosperar rumo ao bem viver pelo usufruto dos bens primários – individualidade, liberdade, propriedade, confiança e felicidade.


Ou fica valendo o nadica de nada do FEM/Fórum Econômico Mundial e continuam pobres – https://jovempan.com.br/noticias/brasil/taxa-de-pobreza-cai-no-brasil-mas-ainda-atinge-quase-um-terco-da-populacao.html



[1] Mestre em Desenvolvimento Sustentável, engenheiro agrônomo, articulista da Tribuna Independente de Alagoas e do blog:sabecomquemestafalando.blogspot.com, dirigente sindical e professor da Universidade Estadual de Alagoas.

 

 

quinta-feira, 29 de fevereiro de 2024

Uma contínua espoliação

 Marcos Antonio Dantas de Oliveira[1]

Os indivíduos, de todo modo, em cooperação e troca pacíficas pensam e agem empregando a educação e a tecnologia como força motriz para usar, preservar, organizar, inovar, produzir, consumir, especializar, armazenar, competir, cooperar, intercambiar, otimizar os recursos, bens de capital, tributos, para marquetear ideias e bem viver culturalmente em escala ascendente; e, ao final, garantir pelo uso das preferências temporais, individual e coletiva, hoje e amanhã, o usufruto da riqueza pública e principalmente da privada, que baseado no Desenvolvimento Sustentável possibilita os indivíduos agirem em pleno Estado de Direito, e assim suprirem seus interesses, pelo inexorável usufruto dos bens inalienáveis – individualidade, liberdade, propriedade, confiança e felicidade .

Sobretudo entre dezenas de milhões de brasileiros que não usufruem dos bens primários: individualidade, liberdade, posse, confiança e felicidade, destaco os beneficiários da Lei 11.326/2006, e adianto que todos sobrevivem a uma contínua violação do Estado de Direito. Esse mal-estar é agravado pelo Estado patrimonialista – pelos interesses privados dos agentes públicos e interesses públicos dos agentes privados – e pela insegurança jurídica; pelo alto imposto regressivo e a malversação do dinheiro público pelos governantes e suas bem-sucedidas políticas públicas clientelistas em contraposição ao bem viver do indivíduo advindo das normas de conduta justa. Isso posto. O Estado condena dezenas de milhões deles, que sobrevivem em estado de privação e de espoliação legal e ilegal, todo dia; enquanto, pouquíssimos privilegiados usufruem da espoliação legal - https://www.poder360.com.br/congresso/entenda-como-sera-gasto-o-orcamento-de-r-55-trilhoes-em-2024/

É comum: pela renda (em geral, abaixo de um salário mínimo) o elevado nível de descapitalização e endividamento bancário e pela maioria analfabeta, que esses beneficiários e os jovens rurais não usem com frequência a conectividade: o computador-internet-dispositivos móveis de banda larga. Sucede que o uso de tecnologia de baixa produtividade, o precário planejamento, a ineficiente gestão; sua visão sem prazo, bem como a de curto prazo dos planejadores, estatais e privados; sobretudo, pelo caráter político-ideológico da Lei 11.326, uma espoliação legal, que contamina o entendimento sobre a agricultura familiar como atividade econômica geradora de empregos, rendas, prosperidade, bem-estar e seus julgamentos de valor. 

Inclusive, àqueles afetados por uma Reforma Agrária pífia, por não considerar o módulo rural [Estatuto da Terra] e a composição familiar como critérios de acesso à terra; pelo pouco êxito dos propósitos de suas associações, sindicatos e cooperativas; e pelo ineficiente serviço de pesquisa agrícola e extensão rural, estatal e privado, expõem suas precárias atuações, principalmente no Norte e no Nordeste. 

E nada acontece pelas ausências dos pagadores de impostos, via de regra, nas audiências públicas do Plano Plurianual/PPA, da Lei das Diretrizes Orçamentárias/LDO e da Lei Orçamentária Anual/LOA, federal, estadual, distrital e municipal. Pois, esse processo aponta para a necessidade de ações que resultem em prosperidade e bem viver devido a ação propositada do homem.

É fato com a virtude autoestima em baixa. Os agricultores estão entre dezenas de milhões de pessoas que ganham até 3 salários mínimos. E estão entre os responsáveis por 53,79% (IBPT) dos impostos arrecadados pelo governo, que, via de regra, pagam muito e recebem serviços precários de educação, saúde, segurança pública, pesquisa agrícola e extensão rural, por exemplos. Tampouco não há ação desses beneficiários e de suas representações em prol da contínua melhoria na eficiência, na qualidade dos tais serviços. O Brasil, entre os piores na devolução dos impostos - https://g1.globo.com/jornal-da-globo/noticia/2023/11/22/estudo-mostra-o-brasil-entre-os-piores-paises-em-devolucao-dos-impostos-na-forma-de-servicos-a-populacao.ghtml

Essas causas repercutem negativamente na sua capacidade organizacional como empresários ou empreendedores reduzindo seus conhecimentos, habilidades e competências para planejar, gerenciar e tomar decisões sobre recursos, processos e valores baseados na excelência da ideia de negócio administrado por um líder que gerencia com eficiência os fatores de produção e com eficácia entrega os resultados prometidos, econômico e social, os bens e serviços funcionais, convenientes, confiáveis e certificados, quão úteis para satisfazer os propósitos dos consumidores, com efeito, a valoração pelo consumidor. 

Então, problematizar a agricultura, principalmente a agricultura familiar, quando do cultivo agrícola e da resiliência dos ecossistemas sobre a produtividade de todos os fatores; a eficiência da conectividade sobre o planejamento e gestão da ideia de negócio para produzir, mercadejar, prosperar eticamente e assim proporcionar o bem viver ao indivíduo. Essa problematização também é necessária sob a ótica do "trade-off" (do custo de oportunidade): esforço físico e esforço mental – É o indivíduo, o solucionador quanto a seu estado de desconforto de qualquer natureza sob a ótica dos conflitos de interesses e de visões de mundo, ora restrita para muitos, ora irrestrita para outros tantos numa ordem e realidade espontâneas e ampliadas baseada nos seus valores: razão, propósito e autoestima. 




[1] Mestre em Desenvolvimento Sustentável e professor da UNEAL

quarta-feira, 31 de janeiro de 2024

Um jogo de soma zero, a vida não o é

 Marcos Antonio Dantas de Oliveira[1]

Para os empreendedores, investidores, empregadores e empregados, ”stakeholders” e os consumidores. Eles pensam, agem e solucionam os conflitos de visão de mundo e de interesses, que baseados em seus juízos de valor, princípios e regras, decidem sobre: visão de futuro, ideia do negócio e proposta de valor e promovem suas preferências temporais, individual e coletiva, hoje e amanhã na bacia hidrográfica.

Pois, nesses últimos 30 anos, o empreendedorismo continua praticamente ausente para a grande maioria dos 3,9 milhões de agricultores familiares com renda de até 0,5 salário mínimo e de outros milhões de indivíduos em atividades não agrícolas, porque não conseguem acumular, nem poupar, só repor alguns bens de capital. Eles geram pouca riqueza, embora realizem um trabalho duro e desconfortável; não criam valor para a sociedade. Para Piketty riqueza  é “o valor total, a preços de mercado, de tudo que os residentes e o governo de um país possuem num determinado momento e que possa ser comprado e vendido em algum mercado”, e ilustra Bastiat - riqueza, o custo de oportunidade, "consiste em serviços reais, em satisfações reais, em coisas úteis" - quem cria valor é o consumidor Essas pessoas, segundo o Conceito Estatístico do Décimo, estão entre os 50% da base da distribuição de renda na pirâmide social. 

Sucede, que tal fato alavanca, inexoravelmente, o êxodo dos jovens rurais e enfraquece a sucessão familiar, tanto na atividade agropecuária como outras; inclusive de modo grave, perde-se o bônus demográfico ainda em alta. Essa precária situação compromete o sucesso do empreendedor e do contratado, que empobrecem, os primeiros, porque não acumulam a renda do capital e o segundo, porque mal acumulam a renda do trabalho – longe do estado de satisfações.

Todavia, para que uma coisa possa ser considerada um bem econômico, diz Carl Menger – “Em primeiro lugar, a imensa maioria das coisas, na forma como se encontram em seu estado natural, não nos permite satisfazer nossas necessidades. Por mais que toda a matéria já exista e esteja disponível na natureza, ela não nos foi dada de uma forma que nos permita satisfazermos nossas necessidades. A matéria tem de ser trabalhada e transformada por meio do trabalho e de investimentos” – “Em segundo lugar, a incapacidade dos objetos em seu estado natural em satisfazer diretamente nossas necessidades advém do fato de que nem sequer conhecemos todas as suas combinações e usos possíveis. A tecnologia, que é a arte de combinar e ordenar a matéria para que ela gere o resultado desejado, também não nos vem dada; antes, ela deve ser descoberta por meio da investigação e da experimentação, duas atividades que, por sua vez, requerem o uso de outros bens econômicos.” 

Os indivíduos devem superar as “deficiência de impulsos e preferências pessoais” (Mill) e sua baixa autoestima ao exercitar sua individualidade, liberdade e propriedade para alavancar o Desenvolvimento Sustentável – "quando o indivíduo baseado em seu julgamento de valor e propositalmente em cooperação com outros criam uma organização numa ordem espontânea e ampliada e em pleno Estado de Direito, uma ideia de negócio, utilizam suas capacidades organizacionais para preservar e usar com eficiência os fatores de produção e tributos, transformando-os com eficácia em bens e serviços funcionais, convenientes e confiáveis satisfazem suas preferências temporais, individual e coletiva, para bem viver seus valores, razão, propósito, autoestima e ética – o Estado da Arte" (OLIVEIRA).

Um jogo de soma zero, a vida do indivíduo não o é. Porque "cada pessoa possui uma inviolabilidade fundada na justiça que nem mesmo o bem-estar da sociedade como um todo pode ignorar (Rawls). Ressalte-se, que este século é marcado pelo avanço rápido, barato, ágil e onipresente da interação computador-internet-dispositivos móveis de banda larga que, dia a dia beneficia muito o indivíduo, mas, o expõe a ataques mais virulentos; daí a relevância da norma de conduta justa ao competir e cooperar em sua ação intencional para realizar seus propósitos. Porém, anuncia Bastiat – “Se cada homem tem o direito de defender – até mesmo pela força – sua pessoa, sua liberdade e sua propriedade, então os demais homens têm o direito de se concertarem, de se entenderem e de organizarem uma força comum para proteger constantemente esse direito”.

 

 

 

 

 



[1] Mestre em Desenvolvimento Sustentável, engenheiro agrônomo, articulista da Tribuna Independente de Alagoas e do blog:sabecomquemestafalando.blogspot.com, dirigente sindical e professor da Universidade Estadual de Alagoas.