Marcos
Antonio Dantas de Oliveira[1]
”Num
mundo já ocupado, se sua família não possui meios de alimentá-lo ou se a
sociedade não tem necessidade de seu trabalho, esse homem, repito, não tem o
menor direito de reclamar uma porção qualquer de alimento: está em demasia na
terra. No grande banquete da natureza, não há lugar para ele. A natureza lhe
ordena que se vá e ela mesma não tardará a colocar essa ordem em execução...“,
observavam Malthus, 1798, e Ehrich: "Precisamos diminuir a população do
mundo, ou vamos chegar ao colapso da população global. Não é possível ter
sustentabilidade com aumento da população". Mas “o mais grave perigo que hoje
ameaça a civilização é a intervenção do Estado”, ecoa Ortega y Gasset.
Por
certo, essas previsões alarmantes foram superadas, a primeira pela alta
magnitude e relevância da revolução industrial com o uso de inovações que
provocaram transformações, que impulsionaram à produtividade de todos os
fatores, as relações de trabalho com avanços nos direitos trabalhistas e
políticos e os meios de transporte, comunicações e escolaridade; e alavancaram
a expectativa de vida.
Logo,
as previsões catastróficas de Malthus, no século XVIII, e de Ehrich, no século
XX, foram frustradas pelas soluções: uso de inovações na produção agrícola,
industrialização, transporte e comércio que aumentaram à produtividade de todos
os fatores, a reposição de bens de capital e o lucro pela preservação e uso
dos recursos, processos e valores; e no livre mercado, o consumo de bens e
serviços funcionais, convenientes e confiáveis, gerou prosperidade e bem-estar,
Como
bem disse o construtor da revolução verde e prêmio Nobel da Paz, o Agrônomo
Ernest Norman Borlaug –– essas soluções diminuíram a ameaça catastrófica da
fome mundial. Agora, o problema é de distribuição – https://www.youtube.com/watch?v=1GRpP8iJMC0
No
Brasil de 1975, a produção de grãos era de 40 milhões de toneladas de grãos,
era um importador de alimentos; Para 2025/26, a safra de grãos está estimada em
358,6 milhões de toneladas.
Os
geradores de riqueza como pagadores de impostos e consumidores de bens e
serviços, principalmente, agricultores familiares (e representações)
analfabetos e descapitalizados, ora pelo apático exercício ético (obediência ao
não obrigatório) e político nos espaços públicos e privados precarizam seu modo
de vida: social, econômico e ecológico. E nesse mundo globalizado, mesmo com a onipresente
e acessível interação computador-internet-dispositivo móvel de banda larga, via
de regra, os indivíduos têm dificuldades de acesso às TICs, segurança jurídica
e pública e serviços de saúde, educação e outros; tampouco têm acesso aos bens
de capital, resultando em produtividade e renda baixas, que não os permite
prosperarem e usufruírem de bem viver.
E em
êxodo, os jovens interrompem, em geral, a sucessão familiar – O Brasil perde o
bônus demográfico. Logo, os idosos continuam em viés de alta na atividade
agrícola. Em caos, o serviço estatal de extensão rural, pesquisa agrícola e
abastecimento é ineficiente e caro, pelo baixo número de agricultores atendidos;
e a pouca fiscalização do CREA repercute na atividade agropecuária e nas
contratações de engenheiros e outros.
E
afirma Bastiat: “se cada homem tem o direito de defender – até mesmo pela força
– sua pessoa, sua liberdade e sua propriedade, então os demais homens têm o
direito de se concertarem, de se entenderem e de organizarem uma força comum
para proteger constantemente esse direito”.
"Segue-se que nenhuma das instituições numerosas e demasiadamente admiradas que, nas repúblicas antigas, obstruíam a liberdade individual seja admissível nos tempos modernos" (Henri-Benjamin Constant). E que invariavelmente, protagonizem e organizem a lei, a instituição inclusiva, política e econômica, o governo limitado e o livre mercado, para a prosperidade e o bem viver.