sábado, 31 de outubro de 2026

Aplausos para o indivíduo!

Marcos Antonio Dantas de Oliveira[1]

“Só aludimos à questão e reconhecemos que o livre comércio, e não o protecionismo, vai gerar prosperidade e, em consequência, os empregos dos quais dependemos para viver”, ecoa Ahner.

Quão certo é que, a prosperidade e riqueza do indivíduo e da região originam-se da ideia de negócio quanto ao uso e a preservação (planejamento, gestão e resultado econômico) dos recursos naturais e humanos, bens de capital e a eficiência de governo. – Uma pesquisa do Banco Mundial e da Cruz Vermelha [2005] avaliou a prosperidade nos países e concluiu: no Brasil, os recursos naturais são responsáveis por 18%, nos Estados Unidos e na Europa 2%, cada um; os bens de capital, respondem por 14%, 13% e 17%; o capital humano e a eficiência de governo somado atingem 68%, 85% e 87%, respectivamente. 

O que confirma que no Brasil, o usufruto dos bens naturais é mal usado e sujeito à grilagem e, é baixo o uso de bens de capital e o capital humano qualificado e ainda conta com um governo ineficiente para os 3,9 milhões de beneficiários da Lei 11.326/2006.

É fato consumado que o indivíduo (e suas criações) tendo a lei como uma “organização coletiva do direito individual em legítima defesa” (Bastiat) alavanque as instituições inclusivas políticas e econômicas que ora obedecem às regras do jogo e promovem o Estado de Direito, sobretudo a ética. Para Hayek, no Estado de Direito, "todas as ações do governo são regidas por normas previamente estabelecidas e divulgadas – as quais tornam possível prever com razoável grau de certeza de que modo a autoridade usará seus poderes coercitivos em dadas circunstâncias, permitindo a cada um planejar suas atividades individuais com base nesse conhecimento".

Com efeito, é o indivíduo dialoga para exercitar sua individualidade, liberdade, e o resultado deste, lhe assegura a tomada de decisão para uma vida confortável a si e aos outros, ao usufruírem de suas preferências temporais; e, ao abrirem mão voluntariamente de algumas delas, em favor de uma regra sempre aperfeiçoada.

É sabido que os homens ao interagir em redes de cooperações e trocas pacíficas potencializam os recursos, processos, valores e decisões, impele-os à prosperidade e o bem viver – vida, liberdade e propriedade.

Logo, impulsionam o Desenvolvimento Sustentável, quando “o indivíduo que baseado no seu juízo de valor, age como líder em uma ordem espontânea e, no exercício do estado de Direito, cria uma ideia de negócio — uma organização social em cooperação proposital com outros — escolhe satisfeito, suas preferências temporais, individuais e coletivas. Utilizam o talento, a habilidade e a competência para decidir como preservar e utilizar, com eficiência, os fatores de produção e tributos; transforma-os em bens e serviços funcionais, convenientes e confiáveis e, com eficácia, oferece-os no livre mercado, pautado no conceito de valor do consumidor, para bem vivenciar seus valores” (Oliveira), satisfazem suas preferências temporais, individual e coletiva, para bem viver seus valores: razão, propósito, autoestima e ética.

O indivíduo e suas insituições inclusivas: econômica e política, em qualquer atividade da montante à jusante do agronegócio, se realiza via processos contínuos de aprendizagem, desaprendizagem e reaprendizagem e assim soluciona o trade-off: abrir ou não abrir mão da produtividade de todos os fatores e da sustentalidade para prosperar e usufruír do bem viver. Agricultor americano bate recorde na produtividade de milho, Virgínia, Estados Unidos — https://www.canalrural.com.br/agricultura/agricultor-colhe-651-sacas-de-milho-por-hectare-e-bate-recorde/

É vital o êxito das pessoas e empresas que qualquer negócio sustentável na bacia hidrográfica, inclusive o agronegócio depende de preservação e uso dos recursos naturais e humanos, ciência e propriedade privada, bens de capital e inovação, produção e consumo, livre mercado, lucro e tributo para o bem viver. “Pensar em si é sempre uma conquista dos indivíduos”, anuncia Mises.

 



[1] Mestre em Desenvolvimento Sustentável, professor da UNEAL, Jornalista, articulista do jornal, Tribuna Independente, dirigente sindical e do blog: sabecomquemestafalando.blogspot.com

 


domingo, 11 de outubro de 2026

Parabéns ao Engenheiro Agrônomo!

 Marcos Antonio Dantas de Oliveira[1]

Com efeito, é sabido que o Engenheiro agrônomo dialoga para exercitar sua individualidade e liberdade, assim potencializa seu protagonismo e lhe assegura a tomada de decisão para uma vida confortável a si e aos outros, ao usufruírem de suas preferências temporais individuais e coletivas, poupar ou consumir, hoje ou amanhã; e, ao abrirem mão voluntariamente de algumas delas, em favor de uma regra, sempre aperfeiçoada, alavancará o desfrute dos bens e serviços funcionais, convenientes e confiáveis. Aliás, os homens ao interagir em redes de cooperações e trocas pacíficas potencializam os recursos, processos e valores, impele-os à prosperidade e bem viver – vida, liberdade e propriedade.

Que só se realiza com sucesso em um ambiente onde os indivíduos e suas criações, as instituições inclusivas, quando política assegura-lhe o Estado de Direito, quando econômica estimula que a pessoa poupe, invista, inove e consuma; e, multiplicam-se pela atuação de líderes – líder usa a autoridade para o "controle ou influência sobre o comportamento de outros para a promoção de metas coletivas, com base em alguma forma verificável de consentimento destes outros em razão de estarem informados desta situação" (BERNARDES) age para o êxito do progresso e bem-estar.

É vital o êxito das pessoas e das empresas na bacia hidrográfica de qualquer negócio sustentável, inclusive do agronegócio – preservação e uso dos recursos naturais e ciência, propriedade privada e bens de capital, produção e consumo, inovação e livre mercado, lucro e tributo, o bem viver. O bem viver como fato consumado necessita que o indivíduo e suas criações promovam a ética e o Estado de Direito, tendo a lei como uma “organização coletiva do direito individual em legítima defesa” (BASTIAT). Além disso, as instituições inclusivas políticas e econômicas obedecem regras de conduta justa.

Hábeis, o Engenheiro agrônomo e o agricultor, empreendedores, que impulsionados pela interação do computador-internet-dispositivos móveis de banda larga, importam-se com o debate acerca do trabalho infantil, da intervenção do Estado, sociedade e stakeholders e do seu desconforto material e imaterial. Ora avaliam e corrigem os benefícios e malefícios da globalização e tecnologia, da transição demográfica e migração, da poupança e capital; da troca desigual econômica e ecológica; da vantagem comparativa e/ou competitiva; e do custo de oportunidade, planejarem, executam e corrigem as estratégicas de maximização dos recursos, processos e valores no desempenho do sistema agroalimentar pela suficiência de ciência e inovação, de poupança e consumo; facilitam o planejamento de curto a longo prazo, a visão de futuro, a missão e os valores da ideia do negócio e da proposta de valor; que, ora pela gestão eficiente e eficaz incrementam a produtividade de todos os fatores, a alta qualidade e valor dos bens e serviços, e ainda oferta-os, a preços concorrentes aos consumidores.

Logo, o indivíduo que baseado no seu juízo de valor, age como líder em uma ordem espontânea e, no exercício do estado de Direito, cria uma ideia de negócio — uma organização social em cooperação proposital com outros — escolhe satisfeito, suas preferências temporais, individuais e coletivas. Utilizam o talento, a habilidade e a competência para decidir como preservar e utilizar, com eficiência, os fatores de produção e tributos; transforma-os em bens e serviços funcionais, convenientes e confiáveis e, com eficácia, oferece-os no livre mercado, pautado no conceito de valor do consumidor, para bem vivenciar seus valores; impulsiona o Desenvolvimento Sustentável. 

É primário contratar o Engenheiro Agrônomo para quaisquer atividades da montante à jusante do agronegócio, em que os empreendedores desejem realizar contínuos processos de aprendizagem, desaprendizagem e reaprendizagem para solucionar o trade-off: abrir ou não abrir mão da produtividade de todos os fatores para prosperarem e usufruírem do bem viver.

O Engenheiro Agrônomo que age baseado na razão, propósito, autoestima e ética, e que comporta sua conduta em obediência ao não obrigatório, valoriza seu julgamento de valor; é uma referência na sociedade – PARABÉNS!!!  




[1] Mestre em Desenvolvimento Sustentável, professor da UNEAL, Jornalista, articulista do jornal, Tribuna Independente, dirigente sindical e do blog: sabecomquemestafalando.blogspot.com

sexta-feira, 25 de setembro de 2026

Luzes sobre as preferências temporais do indivíduo

         Marcos Antonio Dantas de Oliveira[1]

É certo que no século das luzes o indivíduo era singular. E hoje deve e pode continuar singular, ora como eleitor, é preponderante para compreender que “a vida, a liberdade e a propriedade não existem pelo simples fato de os homens terem feito as leis, ao contrário, foi pelo fato de a vida, a liberdade e a propriedade existirem antes que os homens foram levados a fazer as leis”, argui Bastiat.

Isso posto, o ponto de inflexão da conduta do indivíduo em prol de suas preferências temporais, individual e coletiva, imediata e de longo prazo. A ação humana consciente é o fazer ou não fazer contínuo do indivíduo (do agricultor familiar) para transformar ideias em estados satisfações, e, assim remover conflitos de visões e de interesses privados, seu desconforto material e espiritual.

O indivíduo age para garantir os meios, e assim, realizar as metas e os fins desejados, e, se satisfaz com os resultados obtidos, sempre alicerçados no seu julgamento de valor: ética, razão, propósito e autoestima. Por conseguinte, é vital para realizar suas preferências temporais e bem vivenciar a vida.

Então, a ação humana faz sentido, é um exercício intencional, ímpar, próprio do comportamento do indivíduo, em qualquer tempo, lugar, grupo e sociedade; e, segundo, Smith aponta: "o caráter de um indivíduo qualquer, naturalmente vemo-lo sob dois aspectos diferentes: primeiro, como pode afetar sua própria felicidade; e, como pode afetar a felicidade de outras pessoas". Dito isso, o indivíduo pode agir eticamente (obedece ao que não é obrigatório). Logo, o indivíduo não é uma abstração.

À vista disso, os eleitores tampouco dão atenção a eleição, ela é uma das fontes de suas escolhas: 1) ignoram a legislação eleitoral, via de regra, que o voto é secreto; 2) o partido se apresenta como dinastia; 3) fazem piadas sobre o alto custo do processo eleitoral. Observe que a fortuna 6,33 bilhões (R$ 4,9 bilhões do Fundo Eleitoral e R$ 1,43 bilhão do Fundo Partidário), está disponível para as campanhas de 30 partidos nesta eleição; 4) desconhecem o estado de Direito – que as ações do governo são regidas por normas previamente estabelecidas e divulgadas, e que de posse deste conhecimento planeja suas ações e atividades para a geração de emprego e renda, prosperar e bem viver; e 5) notem bem, apáticos, em sua maioria, os eleitores não exercitam este tal Estado, não sabem em que circunstâncias os agentes públicos usarão o poder coercitivo contra eles -LEIA, https://g1.globo.com/politica/eleicoes/2022/eleicao-em-numeros/noticia/2022/09/23/deputados-tem-ganhos-milionarios-em-4-anos-parlamentar-do-novo-tem-perda-de-r-18-milhoes-veja-ranking.ghtml

Sobretudo, porque os poderes: executivo, legislativo e judiciário alimentam a insegurança jurídica, o caos no negócio privado e estatal, ora fecundo de chefes e tiranos e infecundo de líderes –  Líder, aquele que usa a autoridade, que é o “controle ou influência sobre o comportamento de outros para a promoção de metas coletivas, com base em alguma forma verificável de consentimento destes outros em razão de estarem informados dessa situação” (BERNARDES).

E como afirmou Bastiat, “O Estado é a grande ficção através da qual todo mundo se esforça para viver às custas de todo mundo”, em contrário, afirma ele, mas se aplicar a lei como “a organização coletiva do direito individual em legítima defesa”, derrota-se o Leviatã pelo instinto, razão e ética. 

Urge alterar o pacto federativo atual, pois, os governos: federal, estadual, municipal e distrital; a cobrança de muitos impostos, 2,96 trilhões de reais, dos contribuintes, via coerção e compulsão, e o governo federal fica com a maior fatia e distribui o resto com estados e municípios; e o congresso nacional acabar as aviltantes emendas parlamentares. Como a vida do eleitor acontece no município, que, via de regra, não frequenta as sessões da Câmara de Vereadores, mas, tem a primazia para decidir à necessidade de tê-los, na ordem do dia.

A propósito, o eleitor, em 04 de outubro, ao anunciar seu voto, não é por acaso; é preciso conter o abuso dos agentes públicos quanto ao uso dos fundos: partidário e eleitoral, emendas parlamentares e cumprir a Constituição, e de tê-los. Assim impulsionará as mudanças em cooperação com outros. É imperioso criar uma ordem espontânea com normas de conduta justa, governo limitado, governança eficiente e eficaz e democracia em alta, use seus conhecimentos, habilidades e virtudes para decidir seus interesses, sem intervir nos domínios dos outros. Prosperar é melhorar a vida do indivíduo, por certo, se dará pela liberdade individual que estimula o instinto, oportuniza a razão, excita a intelectualidade e pratica a ética, criando instituições e sociedades prósperas para bem vivenciar a vida!

[1] Mestre em Desenvolvimento Sustentável, professor da UNEA, dirigente do Sindagro e articulador do sabecomquemestafalando.blogspot.com e da Tribuna Independente de Maceió/Alagoas.


quinta-feira, 17 de setembro de 2026

O honorável Eleitor!

             Marcos Antonio Dantas de Oliveira (1)  

Os homens livres (entres eles, os agricultores familiares), que salvaguardados pelos valores: razão, propósito, autoestima e ética, em uma ordem espontânea baseada com normas de conduta justa, normas específicas, governo limitado, governança eficiente e eficaz, democracia de alta intensidade empregam seus conhecimentos, habilidades, competências e virtudes para decidirem seus  interesses privados, e, resguardando os domínios de terceiros, criam sociedades civilizacionais – evoluem no direito, na linguagem, na moeda e na moral – visto que, juntos em muitos tipos de sociedades e separados em outras tantas, devem praticar o Estado de Direito – “todas as ações do governo são regidas por normas previamente estabelecidas e divulgadas – as quais tornam possível prever com razoável grau de certeza de que modo a autoridade usará seus poderes coercitivos em dadas circunstâncias, permitindo a cada um planejar suas atividades individuais com base nesse conhecimento”, ecoa Hayek. 

Oportunamente, o eleitor em atos contínuos pode transformar ideias em satisfações pessoais, que salvaguardadas pelo Estado de Direito alavanca o Desenvolvimento Sustentável – quando “O indivíduo que, baseado em seu juízo de valor, age como líder em uma ordem espontânea e, no exercício do Estado de Direito, cria uma ideia de negócio — uma organização social em cooperação propositada com outros — escolhe, satisfeito, suas preferências temporais, individuais e coletivas. Utiliza o talento, a habilidade e a competência para decidir como preservar e utilizar, com eficiência, os fatores de produção e tributos; transforma-os em bens e serviços funcionais, convenientes e confiáveis e, com eficácia, oferece-os no livre mercado, pautado no conceito de valor do consumidor, para bem vivenciar seus valores, conceitua Oliveira.

Os eleitores, e suas criações: as instituições inclusivas, ora política, restringe o poder arbitrário e ora econômica, gera e multiplica a riqueza, e o seu bem viver. E assim, atingem mortalmente as ditaduras de qualquer tipo e suas instituições extrativistas políticas e econômicas – Pois quem poderia ser livre se o capricho de qualquer outro homem pudesse tiranizá-lo, argui Locke.

Suas ações, certamente, removem os conflitos de visões de mundo e de interesses privados, seus desconfortos materiais e espirituais para garantirem que os meios econômicos, propriedade privada e os meios de produção, realizem com satisfação os resultados obtidos no livre mercado. É sua contínua conduta para aprender com a tradição, o observação, a experiência, a tentativa e o erro, que guiados pela causa e efeito, decidem e empreendem ideias, que melhorem o estado de satisfação de sua vida, através de alianças com outros e seus diferentes julgamentos de valor.

Concisamente, é o eleitor em ação numa sociedade livre, pluralista e sem hierarquia comum de fins particulares, o responsável por suas escolhas, entre elas, o anúncio do voto.

O eleitor, portanto, em 04 de outubro, tem sua escolha, pelo voto, salvaguardada pelo exercício do Estado de Direito, que ora, pode e deve assegurar-lhe em que circunstâncias o governo usará seu poder coercitivo, permitindo ao indivíduo planejar suas atividades com base nesse conhecimento. E com efeito, anunciar que o seu conforto estará na ordem do dia, pela ação advinda da liberdade imprevisível e de seus valores: razão, motivação, propósito, ética – é uma ação proposital.

 E o eleitor que em plena luz do dia, em 04 de outubro, revele sua disposição para sair do seu desconforto contínuo, ora pela intromissão do governo (Poderes executivo, legislativo e judiciário) em seus fins particulares exercendo uma ação duradoura com os outros indivíduos contra outros tantos desconfortos de qualquer ordem e natureza, fortalece-os, bem como sua criação, a sociedade: https://g1.globo.com/politica/noticia/2026/09/17/em-meio-a-crise-no-stf-parlamentares-articulam-proposta-de-reforma-do-judiciario.ghtml

Eleitor, o exercício do seu voto para presidente da República, governador, senador e deputados: federal e estadual, sobretudo, confirma quão relevante é a sua decisão de garantir-lhe seus direitos civis e políticos. E sem dúvida, assegura-lhe a vida, a liberdade e a propriedade, uma vida próspera, por conseguinte, bem vivenciá-la!

 

1 Mestre em Desenvolvimento Sustentável e professor da UNEAL

 

  

segunda-feira, 31 de agosto de 2026

O 'dono-cooperado’ longe da prosperidade

Marcos Antonio Dantas de Oliveira[1]

O 'dono-cooperado’ deve observar no seu negócio, quais forças causam ameaças e quais as solucionam, e assim viabilizar o planejamento, a gestão, a tomada de decisão, para alavancar sua liberdade individual – e argui Charles Howarth, pioneiro de Rochdale: “preferia renunciar a todas as suas vantagens, si, para consegui-las, se tivesse de attendar contra o princípio da liberdade”. Um outro detalhe: Rochdale “elegia semestralmente um presidente, um tesoureiro e um secretário”.

Por aqui, via de regra, os ‘donos-cooperados’, não praticam esses dois relevantes e oportunos princípios, consequentemente, a prosperidade e o bem viver não se realizam; e com efeito, os mantêm em vida precária juntamente com suas famílias. 

Sem dúvida, uma ameaça danosa, é o menosprezo do ‘dono-cooperado’ por sua cooperativa, pois a inviabiliza por não compartilhar a estrutura organizacional –recursos, processos e valores – na sua formação educativa; no baixo número de cooperados, alta inadimplência e fracasso do edital de convocação com baixo número de presentes; na baixa credibilidade institucional face a onipresente relação de compadrio; na ausência de planejamento, gestão estratégica e de um plano de comunicação interna integrada ao marketing; enfim, é presidida por um dirigente-chefe, aquele que troca favores.

Anular o menosprezo dos ‘dono-cooperado’ por sua cooperativa é vital. Essa, tem estrutura sistêmica e normas estabelecidas e divulgadas, por isso, o ‘dono-cooperado’ é capaz de solucionar essa problemática: 1) usar os princípios ecológicos (o estudo da casa) e econômicos, (o manejo da casa) para garantir que o ‘dono-cooperado’ use as ferramentas gerenciais no planejamento, gestão e tomada de decisões na execução dos objetivos e metas convergentes; 2) ofertar bens e serviços de qualidade, funcionais, convenientes e confiáveis a preços correntes pelo conceito de valor para o consumidor; 3) alavancar a ética, o ativismo, a prática cooperativa para o sucesso da ideia de negócio – visão de futuro, missão, valores; e 4) escolher dirigente-líder que compartilhe funções com o ‘dono-cooperado’ é salutar para operarem um plano de negócio exitoso. 

Tal êxito está na atuação do dirigente-líder – aquele que usa a autoridade, para o “controle ou influência sobre o comportamento de outros para a promoção de  metas coletivas, com base em alguma forma verificável de consentimento destes outros em razão de estarem informados dessa situação” (Bernardes).

Nesse sentido, possibilita alavancar o Desenvolvimento Sustentável – quer se dar quando “o indivíduo que, baseado no seu juízo de valor, age numa ordem espontânea e, no exercício do estado de Direito, cria uma ideia de negócio – uma organização social em cooperação propositada com outros – escolhe, satisfeito suas preferências temporais, individuais e coletivas. Utilizam o talento, a habilidade e a competência para decidir como preservar e utilizar, com eficiência, os fatores de produção e tributos; transforma-os bens e serviços funcionais, convenientes e confiáveis e, com eficácia, oferece-os no livre mercado, pautado no conceito de valor do consumidor, para bem vivenciar seus valores" 

Logo, os 'donos-cooperados’ são os construtores da ideia de negócio vis-à-vis à preservação e o uso dos fatores de produção por gestão baseada nos princípios cooperativistas e gerenciais nos ambientes públicos e privados, criem e partilhem ciclos virtuosos que gerem oportunidades para seu negócio pela ágil interação: computador-internet-dispositivos móveis de banda larga; pelo aumento poupança e nível de investimento; pela eficiência, resguardem a segurança jurídica, os recursos naturais e inovem nos bens de capital; capacite-os para que sua visão de futuro, missão e valores impulsionem seu negócio, à prosperidade e o bem viver dos ‘donos-cooperados’, stakeholders e outros, podem alegrá-los.

 

 



[1]  Mestre em Desenvolvimento Sustentável e professor da UNEAL, 

sexta-feira, 31 de julho de 2026

A liberdade individual e o estado de Direito

        Marcos Antonio Dantas de Oliveira[1]

É um fato. E a solução, diz Hayek: "o indivíduo tem liberdade de decisão e é solicitado a sacrificar voluntariamente as vantagens pessoais à observância de uma regra moral”. Pois, nalgum momento, pensa e age sempre na afirmação de seu eu, é o princípio vital para existência de sua prática na justa medida. Logo, alavanca o Estado de Direito, o Desenvolvimento Sustentável e seus propósitos de vida, para o êxito da ideia de negócio quanto a preservação e uso dos recursos naturais, bens de capital e consumo de bens e serviços para seu bem viver e de outrem.

Pensar, agir e resolver, sobretudo, são sentimentos naturais e imperiosos para os rurícolas: homens e mulheres, crianças, jovens e adultos, independentes de sua pouquíssima riqueza e renda privadas, mesmo que usem os fatores de produção para manter suas lógicas familiares, suas relações de compadrio e suas preferências temporais; nesses casos, pela carência de alimentação, vestuário, moradia, educação, políticas públicas e renda degradam biótopos, biótipos, biomas. 

E por um Estado coercitivo que atua ausente de suas funções básicas: proteger à individualidade, liberdade e propriedade, apesar de arrecadar muito imposto, R$ 2,43 trilhões, o distribui mal e presta serviço de má qualidade e caro: de educação, saúde, segurança pública e jurídica. E os juros altos abre caminho à recessão - https://economia.uol.com.br/noticias/redacao/2026/08/05/selic-a-14-frustra-industria-anima-comercio-e-acende-alerta-de-recessao.ghtm

É a contínua ação estatal posta, por anos a fio, que gera desigualdade econômica, social e outras. E só é rompida pela ação dos indivíduos éticos e suas instituições inclusivas, política e econômica, sob uma ordem espontânea, normas de conduta justa, governança eficiente (privada e estatal) e governo limitado.

Tampouco, a Lei nº 11.326/2006 – ao estabelecer as diretrizes da Política Nacional da Agricultura Familiar e Empreendimentos Familiares Rurais não consegue minorar o seu caráter político-ideológico, uma espoliação legal, que contamina o entendimento sobre a heterogênea agricultura familiar como atividade econômica geradora de empregos, rendas, prosperidade e bem viver; por isso, continua sem atender às necessidades básicas da grande maioria desses beneficiários

Dito isso, esses beneficiários têm alto número de analfabetos; é elevado nível de descapitalização e endividamento bancário; é comum, a insegurança jurídica, a gestão precária, o custo de produção que não remunera a mão de obra familiar; o uso de tecnologia de baixa produtividade, o não uso da interação computador-internet-dispositivos de banda larga, a incapacidade de repor os bens de capital, a sazonalidade de um mercado de poucos serviços e bens, e a ineficiência do serviço de ATER; um serviço sem visão de futuro; e seus planejadores, estatal e da iniciativa privada, ainda anulam suas preferências temporais, individual e coletiva, e dessas pessoas; que sem motivações, não solucionam suas necessidades básicas, nem alavancam seus propósitos de vida. Um caso de insucesso é a EMATER/AL, e um caso de sucesso é a EPAGRI/SC – leia seu balanço social: https://www.epagri.sc.gov.br/balancosocial/2024/

Ora, a atuação ineficiente das empresas de ATER, via de regra, a privada sem capital suficiente para atender os clientes e a pública esquecida pelo governo estadual estão em penúria, não oportunizaram o empreendedorismo para a maioria dos 3,9 milhões de agricultores familiares (em Alagoas, 82 mil) continuam com renda de até 0,5 salário mínimo; então não há êxito do empreendedor, nem do contratado, que empobreceram, porque não conseguiram acumular a renda do capital, e muito mal acumulou a renda do trabalho, isto é, acumular riqueza e usá-la. Essas pessoas, segundo o Conceito Estatístico do Décimo, estão entre os 50% da base da distribuição de renda na pirâmide social pela “deficiência de impulsos e preferências pessoais”, ecoa Mill.

E o indivíduo liberto, pensa, age e resolve os assuntos: privado e estatal, sob o estado de Direito.



[1] Mestre em Desenvolvimento Sustentável e professor da UNEAL

terça-feira, 30 de junho de 2026

É-nos oportuno a prática da ética

Marcos Antonio Dantas de Oliveira[1]

E de maneira constante, a obediência ao não obrigatório. Logo, ”num mundo já ocupado, se sua família não possui meios de alimentá-lo ou se a sociedade não tem necessidade de seu trabalho, esse homem, repito, não tem o menor direito de reclamar uma porção qualquer de alimento: está em demasia na terra. No grande banquete da natureza, não há lugar para ele. A natureza lhe ordena que se vá e ela mesma não tardará a colocar essa ordem em execução...“, tal como observou Thomas Malthus, em 1798. Bem como alardeou Paul Ehrich, em 1968: "Precisamos diminuir a população do mundo, ou vamos chegar ao colapso da população global. Não é possível ter sustentabilidade com aumento da população". Mas “o mais grave perigo que hoje ameaça a civilização é a intervenção do Estado”, ecoa Ortega y Gasset – https://www1.folha.uol.com.br/poder/2026/07/datafolha-65-dos-brasileiros-dizem-que-depender-menos-do-governo-melhora-a-vida.shtml

Por certo, essas previsões alarmantes foram superadas, a primeira pela alta magnitude e relevância da revolução industrial com o uso de inovações que provocaram transformações, que impulsionaram à produtividade de todos os fatores, as relações de trabalho com avanços nos direitos trabalhistas e políticos e os meios de transporte, comunicações e escolaridade; e alavancaram a expectativa de vida.

Logo, as previsões catastróficas de Thomas Malthus, no século XVIII, e de Paul Ehrich, no século XX, foram frustradas pelas soluções: uso de inovações na produção agrícola, industrialização, transporte e comércio que aumentaram à produtividade de todos os fatores, a reposição de bens de capital e o lucro pela preservação e uso dos recursos, processos e valores; e no livre mercado pelo consumo de bens e serviços funcionais, convenientes e confiáveis, gerou prosperidade e bem-estar,

Como bem disse o construtor da revolução verde e prêmio Nobel da Paz, o Agrônomo Ernest Norman Borlaug –– essas soluções diminuíram a ameaça catastrófica da fome mundial. Agora, o problema é de distribuição – https://www.youtube.com/watch?v=1GRpP8iJMC0

No Brasil de 1975, a produção de grãos era de 40 milhões de toneladas de grãos, era um importador de alimentos; Para 2025/26, a safra de grãos está estimada em 358,6 milhões de toneladas.

Os geradores de riqueza como pagadores de impostos e consumidores de bens e serviços, principalmente, agricultores familiares (e representações) analfabetos e descapitalizados, ora pelo apático exercício do Estado de Direito e do político nos espaços públicos e privados precarizam seu modo de vida: social, econômico e ecológico. E nesse mundo globalizado, mesmo com a onipresente e acessível interação computador-internet-dispositivo móvel de banda larga, via de regra, os indivíduos têm dificuldades de acesso às TICs, segurança jurídica e pública e serviços de saúde, educação e outros; tampouco têm acesso aos bens de capital, resultando em produtividade e renda baixas, que não os permite prosperarem e usufruírem de bem viver.

E em êxodo, os jovens interrompem, em geral, a sucessão familiar – O Brasil perde o bônus demográfico. Agora, os idosos continuam em viés de alta na atividade agrícola. Em caos, o serviço estatal de extensão rural, pesquisa agrícola e abastecimento é ineficiente e caro, pelo baixo número de agricultores atendidos; e a pouca fiscalização do CREA repercute na atividade agropecuária e nas contratações de engenheiros e outros.

E afirma Bastiat: “se cada homem tem o direito de defender – até mesmo pela força – sua pessoa, sua liberdade e sua propriedade, então os demais homens têm o direito de se concertarem, de se entenderem e de organizarem uma força comum para proteger constantemente esse direito”.

"Segue-se que nenhuma das instituições numerosas e demasiadamente admiradas que, nas repúblicas antigas, obstruíam a liberdade individual seja admissível nos tempos modernos" (Henri-Benjamin Constant). E que o indivíduo pratique a ética, invariavelmente, para protagonizar e organizar a lei, a instituição inclusiva (política e econômica), o governo limitado, a eficiente governança (corporativa e pública) para sua prosperidade e o bem viver.

 

 



[1] Mestre em Desenvolvimento Sustentável e professor da UNEAL

domingo, 31 de maio de 2026

O indivíduo, um ser livre e de propósito!

Marcos Antonio Dantas de Oliveira[1]

No entanto, pode tornar-se um desaparecido. E assim agir como se fosse “um membro de uma comunidade de formigas ou cupins governados por um instinto hereditário e controlados pelas leis de um todo superordenado”, argumenta von Bertalanffy.

Então, quem sou como indivíduo? Como observo e pratico minhas virtudes e vícios, se a maioria dos mais 8 bilhões de habitantes sobrevivem sem praticar sua liberdade espontânea e imprevisível. E questionando-me como espécie? O que é progresso, preferência temporal, individual e coletiva, poder estatal, poder social, norma de conduta justa, ética. Em suma, civilização é o quê?  

Sobretudo, porque sua experiência de vida significa que “a liberdade concedida apenas quando se sabe de antemão que os seus efeitos serão benéficos não é liberdade”, ilustra Hayek – a liberdade espontânea não é uma decisão de especialista, é ética, por isso, o indivíduo a deseja. E faz sentido que o estado de vida e da vida, via, por regras voluntárias entre os indivíduos, apenas enquanto, a lei for “a organização coletiva do direito individual em legítima defesa”, incita Bastiat; pois, “o mais grave perigo que hoje ameaça a civilização é a intervenção do Estado”, ecoa Ortega y Gasset.

O indivíduo, por certo, ao compreender o estado da vida e de vida na bacia hidrográfica cria negócios, inova no planejamento, gestão e oferta bens e serviços funcionais, convenientes, confiáveis e úteis a preços concorrentes aos consumidores. E como observa e compartilha tendências e cenários organiza e melhora as trocas desiguais ecológicas e econômicas sob regras formais e informais em condições favoráveis para alavancar o progresso abrindo mão voluntariamente de algumas delas, em favor de regras que vêm sendo aperfeiçoadas por milênios, em destaque as experiências e diálogos como exercícios da liberdade imprevisível em contínuos processos de aprendizagem, desaprendizagem e reaprendizagem sobre os princípios ecológicos (o estudo da casa) e os fundamentos econômicos (o manejo da casa), assegura-lhe uma vida confortável pela concretude de suas preferências temporais.

O indivíduo, por necessidade e oportunidade, pensa, dialoga, age, planeja, gere e negocia estrategicamente o uso dos fatores de produção e bens de capital, da tecnologia e inovação, do livre mercado de bens e serviços e do lucro, ora em condições espoliadoras, dia a dia, pelos altos impostos cobrados pelo governo e pela constante intervenção do Estado e dos stakeholders. Então decide, via de regra, pelos seus juízos de valor, os objetivos realizáveis sobre sua prosperidade e bem viver ao primar pela eficiência, eficácia e ótima qualidade da produção e consumo; e melhora a cooperação, a troca, a ordem espontânea e a realidade ampliada, estimula o progresso e suas preferências temporais, individual e coletiva. É o indivíduo que pensa e age como uma força motriz, protege, conserva, usa, inova, produz, especializa, armazena, consume, intercambia e otimiza ideias em abundância e bem-estar em ascendência, garante-lhe, usufruir à riqueza privada e a pública, e torna-o próspero e liberto.

Sem dúvida, exige do indivíduo, um propósito de vida que protegido por norma de conduta justa promove e alavanca o Desenvolvimento Sustentável – “o indivíduo que, baseado no seu juízo de valor, age numa ordem espontânea e, no exercício do estado de Direito, cria uma ideia de negócio – uma organização social em cooperação propositada com outros – escolhe, satisfeito suas preferências temporais, individuais e coletivas. Utilizam o talento, a habilidade e a competência para decidir como preservar e utilizar, com eficiência, os fatores de produção e tributos; transforma-os bens e serviços funcionais, convenientes e confiáveis e, com eficácia, oferece-os no livre mercado, pautado no conceito de valor do consumidor, para bem vivenciar seus valores" (OLIVEIRA).

Ah! O indivíduo (o consumidor) ao compartilhar experiências, leituras e filosofias sobre a liberdade, pensa, age e usa o instinto (liberdade e ação) e a razão (controle e previsão) para prover suas necessidades e autorrealizações: comida, água, abrigo, troca, produção, consumo e aprender a viver, entre outras, e assim escolhe suas preferências temporais, individual e coletiva, ora poupa ou consume, em ambiente privado e público; logo, estimula as instituições inclusivas, econômica e política e, em uma ordem espontânea impulsiona o livre mercado e o Estado de Direito pela eficiente cooperação, troca e interação pacíficas nessa era digital acessível e onipresente; certamente, pela ação advinda da liberdade imprevisível e de seus valores: razão, motivação, propósito, ética – é uma ação proposital.

 

 



[1] Mestre em Desenvolvimento Sustentável, professor da UNEAL, articulador do sabecomquemestafalando.blogspot.com e da Tribuna Independente de Maceió/Alagoas