Marcos Antonio Dantas de Oliveira[1]
É certo que no século das luzes o
indivíduo era singular. E hoje deve e pode continuar singular, ora como
eleitor, é preponderante para compreender que “a vida, a liberdade e a
propriedade não existem pelo simples fato de os homens terem feito as leis, ao
contrário, foi pelo fato de a vida, a liberdade e a propriedade existirem antes
que os homens foram levados a fazer as leis”, argui Bastiat.
Isso posto, o ponto de inflexão da
conduta do indivíduo em prol de suas preferências temporais, individual e
coletiva, imediata e de longo prazo. A ação humana consciente é o fazer ou não
fazer contínuo do indivíduo (do agricultor familiar) para transformar ideias em
estados satisfações, e, assim remover conflitos de visões e de interesses
privados, seu desconforto material e espiritual.
O indivíduo age para garantir os meios, e assim, realizar as metas e os fins desejados, e, se satisfaz com os resultados obtidos, sempre alicerçados no seu julgamento de valor: ética, razão, propósito e autoestima. Por conseguinte, é vital para bem vivenciar a vida e realizar as preferências temporais.
Então, a ação humana faz sentido, é um
exercício intencional, ímpar, próprio do comportamento do indivíduo, em
qualquer tempo, lugar, grupo e sociedade; e,
segundo, Smith aponta: "o caráter de um indivíduo qualquer, naturalmente
vemo-lo sob dois aspectos diferentes: primeiro, como pode afetar sua própria
felicidade; e, como pode afetar a felicidade de outras pessoas"; Dito isso, o indivíduo pode agir eticamente (obedece ao que não é obrigatório). Logo, o indivíduo não é uma abstração.
À vista disso, os eleitores tampouco dão atenção a eleição, ela é uma das fontes de suas escolhas: 1) ignoram a legislação eleitoral, via de regra, que o voto é secreto; 2) o partido se apresenta como dinastia; 3) fazem piadas sobre o alto custo do processo eleitoral. Observe que a fortuna 6,33 bilhões (R$ 4,9 bilhões do Fundo Eleitoral e R$ 1,43 bilhão do Fundo Partidário), está disponível para as campanhas de 30 partidos nesta eleição; 4) desconhecem o estado de Direito – que as ações do governo são regidas por normas previamente estabelecidas e divulgadas, e que de posse deste conhecimento planeja suas ações e atividades para a geração de emprego e renda, prosperar e bem viver; e 5) notem bem, apáticos, em sua maioria, os eleitores não exercitam este tal Estado, não sabem em que circunstâncias os agentes públicos usarão o poder coercitivo contra eles -LEIA, https://g1.globo.com/politica/eleicoes/2022/eleicao-em-numeros/noticia/2022/09/23/deputados-tem-ganhos-milionarios-em-4-anos-parlamentar-do-novo-tem-perda-de-r-18-milhoes-veja-ranking.ghtml
Sobretudo, porque os poderes: executivo, legislativo e judiciário alimentam a insegurança jurídica, o caos no negócio privado e estatal, ora fecundo de chefes e tiranos e infecundo de líderes.
E como afirmou Bastiat, “O Estado é a grande ficção através da qual todo mundo se esforça para viver às custas de todo mundo”, em contrário, afirma ele, mas se aplicar a lei como “a organização coletiva do direito individual em legítima defesa”, derrota-se o Leviatã pelo instinto, razão e ética.
Urge alterar o pacto federativo atual, pois, os governos federal, estadual, municipal e distrital cobram muitos impostos, 2,96 trilhões de reais, dos contribuintes, via coerção e compulsão; e o governo federal fica com a maior fatia e distribui o resto com estados e municípios; e o congresso acabar as aviltantes emendas parlamentares. Como a vida do eleitor acontece no município (o lugar dos sonhos e realizações) tem a primazia para decidir à necessidade de tê-los, na ordem do dia.
A propósito, o eleitor, em 04 de outubro, ao anunciar seu voto, não é por acaso; é preciso conter o abuso dos agentes públicos quanto ao uso dos fundos: partidário e eleitoral, emendas parlamentares e cumprir a Constituição, e de tê-los. Assim impulsionará as mudanças em cooperação com outros. É imperioso criar uma ordem espontânea com normas de conduta justa, governo limitado, governança eficiente e eficaz e democracia em alta, use seus conhecimentos, habilidades e virtudes para decidir seus interesses, sem intervir nos domínios dos outros. Prosperar é melhorar a vida do indivíduo, por certo, se dará pela liberdade individual que estimula o instinto, oportuniza a razão, excita a intelectualidade e pratica a ética, criando instituições e sociedades prósperas para bem vivenciar a vida!
[1] Mestre em Desenvolvimento Sustentável, professor da UNEA,
dirigente do Sindagro e articulador do sabecomquemestafalando.blogspot.com e da
Tribuna Independente de Maceió/Alagoas.