Marcos Antonio Dantas de Oliveira[1]
No
entanto, pode tornar-se um desaparecido. E assim agir como se fosse “um membro
de uma comunidade de formigas ou cupins governados por um instinto hereditário
e controlados pelas leis de um todo superordenado”, argumenta von Bertalanffy.
Então, quem sou como indivíduo? Como observo e pratico minhas virtudes e
vícios, se a maioria dos mais 8 bilhões de habitantes sobrevivem sem praticar
sua liberdade espontânea e imprevisível. E questionando-me como espécie? O que
é progresso, preferência temporal, individual e coletiva, poder estatal, poder
social, norma de conduta justa, ética. Em suma, civilização é o
quê?
Sobretudo, porque sua experiência de vida significa que “a liberdade
concedida apenas quando se sabe de antemão que os seus efeitos serão benéficos
não é liberdade”, ilustra Hayek – a liberdade espontânea não é uma decisão de
especialista, é ética, por isso, o indivíduo a deseja. E faz sentido que o
estado de vida e da vida, via, por regras voluntárias entre os indivíduos,
apenas enquanto, a lei for “a organização coletiva do direito individual em
legítima defesa”, incita Bastiat; pois, “o mais grave perigo que hoje ameaça a
civilização é a intervenção do Estado”, ecoa Ortega y Gasset.
O indivíduo, por certo, ao compreender o estado da vida e
de vida na bacia hidrográfica cria negócios, inova no planejamento, gestão e
oferta bens e serviços funcionais, convenientes, confiáveis e úteis a preços
concorrentes aos consumidores. E como observa e compartilha tendências e
cenários organiza e melhora as trocas desiguais ecológicas e econômicas sob
regras formais e informais em condições favoráveis para alavancar o progresso
abrindo mão voluntariamente de algumas delas, em favor de regras que vêm sendo
aperfeiçoadas por milênios, em destaque as experiências e diálogos como
exercícios da liberdade imprevisível em contínuos processos de aprendizagem,
desaprendizagem e reaprendizagem sobre os princípios ecológicos (o estudo da
casa) e os fundamentos econômicos (o manejo da casa), assegura-lhe uma vida
confortável pela concretude de suas preferências temporais.
O indivíduo, por necessidade e oportunidade, pensa,
dialoga, age, planeja, gere e negocia estrategicamente o uso dos fatores de
produção e bens de capital, da tecnologia e inovação, do livre mercado de bens
e serviços e do lucro, ora em condições espoliadoras, dia a dia, pelos altos
impostos cobrados pelo governo e pela constante intervenção do Estado e dos
stakeholders. Então decide, via de regra, pelos seus juízos de valor os
objetivos realizáveis sobre sua prosperidade e bem viver ao primar pela
eficiência, eficácia e ótima qualidade da produção e consumo; e melhora a
cooperação, a troca, a ordem espontânea e a realidade ampliada estimula o
progresso e suas preferências temporais, individual e coletiva. É o indivíduo que pensa e age como uma
força motriz, protege, conserva, usa, inova, produz, especializa, armazena,
consume, intercambia e otimiza ideias em abundância e bem-estar em ascendência,
garante-lhe, usufruir à riqueza privada e a pública, e torna-o próspero e
liberto.
Sem dúvida, exige do indivíduo, um propósito de vida que
protegido por norma de conduta justa promove e alavanca o Desenvolvimento
Sustentável – “o indivíduo
que, baseado no seu juízo de valor, age numa ordem espontânea e, no exercício
do estado de Direito, cria uma ideia de
negócio – uma organização social em cooperação propositada com
outros – escolhe, satisfeito suas preferências temporais, individuais
e coletivas. Utilizam o talento, a
habilidade e a competência para decidir como preservar e utilizar, com
eficiência, os fatores de produção e tributos; transforma-os bens e serviços
funcionais, convenientes e confiáveis e, com
eficácia, oferece-os no livre mercado, pautado no conceito de valor do consumidor, para bem vivenciar seus
valores" (OLIVEIRA).
[1] Mestre em
Desenvolvimento Sustentável, professor da UNEAL, articulador do
sabecomquemestafalando.blogspot.com e da Tribuna Independente de Maceió/Alagoas
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