Marcos Antonio Dantas de Oliveira[1]
Ah! Outro dia, vi um
pedinte que solicitava uma esmola, via pix. Realizei seu pedido; enquanto lia
que uma juíza reclama que “mal tem um lanche” – https://jovempan.com.br/noticias/politica/juiza-que-disse-que-magistrados-mal-tem-lanche-recebeu-r-710-mil-em-salario-em-2025.html
Então, o indivíduo e os stakeholders que compartilham experiências, leituras e
filosofias sobre a liberdade, pensam, agem e usam o instinto (liberdade e ação)
e a razão (controle e previsão) para proverem suas necessidades e
autorrealizações: comida, água, abrigo, produção, consumo e bem viver, entre
outras. E assim escolhem suas preferências temporais, individual e coletiva,
ora poupando ou consumindo, ora hoje ou amanhã, em ambientes públicos e
privados, que estimulam suas instituições econômicas e políticas inclusivas e impulsionam
a livre iniciativa e o Estado de Direito para realizarem trocas pacíficas numa
ordem espontânea, e nessa era digital acessível, ampliada e onipresente uma
eficiente cooperação. Por certo, são propositais as ações advindas da liberdade
imprevisível e dos valores: ética, razão, propósito e autoestima.
O indivíduo, a priori, ao compreender o estado da vida e
de vida na bacia hidrográfica cria negócios, inova no planejamento, gestão e
oferta bens e serviços funcionais, convenientes, confiáveis e úteis a preços
concorrentes aos consumidores. E como observa e compartilha tendências e
cenários organiza e melhora as trocas desiguais ecológicas e econômicas sob
regras formais e informais em condições favoráveis para alavancar o progresso
abrindo mão voluntariamente de algumas delas, em favor de regras que vêm sendo
aperfeiçoadas por milênios, em destaque os últimos 300 anos de experiências e
diálogos como exercícios da liberdade imprevisível em contínuos processos de
aprendizagem, desaprendizagem e reaprendizagem sobre os princípios ecológicos
(o estudo da casa) e os fundamentos econômicos (o manejo da casa), que lhe
assegura pelo progresso uma vida confortável pela concretude de suas
preferências temporais, individual e coletiva, hoje e amanhã, sobretudo as de
longo prazo.
Logo, exige do indivíduo um propósito de vida, que
protegido por normas de conduta justa e governo limitado promove e alavanca o
Desenvolvimento Sustentável – “o indivíduo que, baseado no seu juízo de valor, age numa
ordem espontânea e, no exercício do estado de Direito, cria uma
ideia de negócio – uma organização social em cooperação propositada
com outros – escolhe, satisfeito suas preferências temporais,
individuais e coletivas. Utilizam o
talento, a habilidade e a competência para decidir como preservar e
utilizar, com eficiência, os fatores de produção e tributos; transforma-os bens
e serviços funcionais, convenientes e confiáveis e, com
eficácia, oferece-os no livre mercado,
pautado no conceito de valor do consumidor, para bem vivenciar seus valores"
(OLIVEIRA) – Não é um jogo de soma zero.
Ora pois, "cada pessoa possui uma inviolabilidade
fundada na justiça que nem mesmo o bem-estar da sociedade como um todo pode
ignorar”. Por essa razão, a justiça nega que a perda de liberdade de alguns se
justifique por um bem maior partilhado por outros" (RAWLS). Todavia, nesse
cenário de tantas desigualdades, coerções e compulsões, incertezas e
inseguranças, inclusive a jurídica, o consumidor – beneficiário da lei
11.326/2006, empregado privado e público, professor, empreendedor e outros – necessitam
preservar, usar e compartilhar com eficiência e eficácia os fatores de produção
e os impostos, torne-o próspero e liberto.
É o indivíduo que ao agir como uma força motriz decide,
protege, conserva, usa, inova, produz, especializa, armazena, consume,
intercambia e otimiza ideias e bem-estar em escala ascendente e abundante, pode
garantir o usufruto da riqueza privada e pública, o bem vivenciar à vida.
[1] Mestre em Desenvolvimento Sustentável, professor da UNEAL, dirigente sindical, articulista da Tribuna Independente de Maceió e do blog, sabecomquemestafalando.blogspot.com