sábado, 31 de agosto de 2019

A quem interessa Ouvidos moucos?

   Marcos Antonio Dantas de Oliveira[1]

Em Alagoas [a maior desigualdade de renda do país (Gazeta de Alagoas, 06/09/2019)] e no Brasil, em geral, pela fragilidade política dos agricultores minifundiários, analfabetos, descapitalizados e de suas representações nos espaços públicos e privados precarizam ainda mais seu modo de vida: social, econômico e ecológico. Essas categorias permanecem com dificuldades de acesso à cultura e ao lazer; às TICs  e à segurança jurídica; aos serviços [saúde, educação, segurança pública, crédito rural]; e tampouco têm acesso à terra, aos meios de produção, à renda  em êxodo, principalmente os jovens, pelo insucesso ou a interrupção na sucessão familiar, a consequente masculinização do campo, e de idosos em viés de alta na atividade agrícola, inclusive pela falta de objetividade em suas finalidades, o Cedafra/Conselho Estadual da Agricultura Familiar e a Emater/AL, têm atuações ineficientes. Na Emater não há prescrição de receita agronômica para o uso de agrotóxico, e é pouca a fiscalização do CREA do uso na propriedade. Essa precarização de vida é acentuada pela ineficiência de governo [municipal, estadual, distrital e federal] em empregar o poder substantivo do chefe – a troca como meio de “controle ou influência tendo por base recursos materiais e recompensas na forma de remuneração pelo recebimento de algum tipo de contribuição” (Bernardes, 2009) –, a tal ética de compadrio, que leva-os à iniquidade –https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2019/04/crise-empurra-74-milhoes-de-brasileiros-para-pobreza-segundo-dados-do-banco-mundial.shtml

É sabido que o êxito das pessoas e de qualquer negócio sustentável, inclusive do negócio agrícola - preservação e uso dos recursos naturais, posse, produção, tributos, lucros, liberdade individual, a vida na bacia hidrográfica – que impulsionado pela interação do computador-internet-dispositivos móveis de banda larga facilita e barateia o planejamento de curto a longo prazo e a gestão [o quê, quem, como, quando, quanto, onde, por que]; diminui as incertezas quanto a visão de futuro, a ideia do negócio e a proposta de valor dos empreendedores, investidores, empregados, consumidores e stakeholders; principalmente, importa-se com o debate acerca do intervencionismo do grupo de pressão, da ética, do governo eficiente, e da sociedade de avaliar e corrigir os benefícios e malefícios da tecnologia, da lei Moore, da globalização, da mudança climática, da demografia, da migração, da poupança e do capital; da troca desigual econômica e ecológica; da vantagem comparativa e ou competitiva, e do custo de oportunidade; de cenários, tendências e opções estratégicas para maximizar o desempenho da cadeia produtiva pela suficiência de ciência, pesquisa agrícola, assistência técnica e extensão rural incrementa a produtividade de todos os fatores [preço competitivo por serviço e unidade produzida]; sobretudo pela qualidade de bens e serviços, e as vantagens em ofertá-los rastreados, certificados e fiscalizados aos consumidores, e pelo êxito das ferramentas de cooperação e associativismo com atuação em redes [associação, sindicato e cooperativa]; enfim, pelo acesso e o uso da internet das coisas pelas pessoas, empresas e governos impele à prosperidade e o bem-estar.

Portanto, uma política de desenvolvimento sustentável é assegurada pelo exercício da individualidade, liberdade e posse de homens e mulheres, de agricultores e extrativistas familiares (dos povos e comunidades tradicionais) e de crianças e adolescentes, garanta-lhes o acesso e o uso dos recursos naturais, tributos e lucro em suas unidades: familiar, produtiva, social e geográfica; sobretudo pelas suas participações, acompanhamentos e avaliações do PPA, da LDO e da LOA, federal, estadual e municipal. Esse processo aponta para a necessidade de estratégias para garantir que as diretrizes e a execução de programas, ações e projetos construam uma visão de futuro, um propósito de vida, garantindo o Desenvolvimento sustentável como conceitua Oliveira – um processo dialético, conflitos e alianças, compartilhado em redes multidimensionais pelo indivíduo e suas categorias, em pleno estado de Direito, que ao preservarem e ao usarem os recursos naturais, os tributos, e a capacidade organizacional transforma-os em bens e serviços ao autoconsumo e ao mercado, a ideia de negócio e as redes de valor, para suprir suas necessidades e desejos, sua expectativa de vida, pelo usufruto dos bens primários: individualidade, liberdade, posse, confiança e felicidade, intra e intergeracional, o bem-estar.

E afirma Bastiat (2010): “se cada homem tem o direito de defender – até mesmo pela força – sua pessoa, sua liberdade e sua propriedade, então os demais homens têm o direito de se concertarem, de se entenderem e de organizarem uma força comum para proteger constantemente esse direito”. Indubitavelmente, falta-nos líderes que organizem a lei. E argumenta Bernardes, 2009, líder é aquele que usa a autoridade, que é o “controle ou influência sobre o comportamento de outros para a promoção de metas coletivas, com base em alguma forma verificável de consentimento destes outros em razão de estarem informados dessa situação”. E essa nova era das máquinas potencializa pensar e o agir dos homens e mulheres  [sobre individualidade, liberdade, posse, vigilância e confiança], e suas atuações nas organizações para enfrentar às incertezas e o intervencionismo de qualquer natureza, principalmente a do Estado; de maneira que a economia política possa "prover uma receita farta [...] para as pessoas, ou, mais propriamente, capacitá-las [...]; segundo, suprir o estado [...] com receitas suficientes para seus serviços públicos", afirmava Adam Smith.

Quando Ouvidos moucos interessam?


[1] Mestre em Desenvolvimento Sustentável, Engenheiro agrônomo, professor da Universidade Estadual de Alagoas/UNEAL, membro da Academia Brasileira de Extensão Rural/ABER, diretor do Sindagro, Blog: sabecomquemestafalando.blogspot.com 

segunda-feira, 29 de julho de 2019

Uma associação de homens livres


Marcos Antonio Dantas de Oliveira[1]

O menosprezo dos ‘donos-cooperados’ por suas cooperativas as inviabilizam por não compartilharem a estrutura de capacidades organizacional  recursos, processos e valores  na formação educativa (direitos e deveres); pelo não uso da capilaridade horizontal (número de cooperados) e da capilaridade vertical (número de entidades: singular, federada e confederada); pela ausência de planejamento e gestão estratégica e libertária, e de um plano de comunicação integrada de marketing; pela baixa comunicação interna e externa; pela baixa credibilidade institucional; pela onipresente ética de compadrio; e economicamente pela alta inadimplência e pelo baixo número de cooperados e de entidades: singular, federada e confederada; bem como pela falta de líderes que pensem e inculquem a visão, a missão, os valores e a proposta de valor naqueles que agem para o êxito do clima e da cultura organizacionais do negócio cooperativo. Sobretudo para aniquilar o menosprezo dos ‘donos-cooperados’ por suas cooperativas é vital, argumenta Bernardes (2009), a atuação de um dirigente-líder – aquele que usa a autoridade, que é o “controle ou influência sobre o comportamento de outros para a promoção de  metas coletivas, com base em alguma forma verificável de consentimento destes outros em razão de estarem informados dessa situação”.

Os dirigentes e os ‘donos-cooperados’ necessitam compreender e contextualizar o rito e o ritual da governança compartilhada, do planejamento e da gestão estratégica, da produtividade crescente, da oferta e demanda elásticas de produtos e insumos negociados, da eficiência da ideia de negócio e da proposta de valor são ferramentas de promoção da prosperidade do negócio e à garantia de bem-estar à essa geração e às futuras de ‘donos-cooperados’, numa concertação com as instituições inclusivas, como as descrevem Acemoglu e Robinson (2012) – as instituições políticas inclusivas “asseguram a ampla distribuição do poder e restringem seu exercício arbitrário”, já as instituições econômicas inclusivas “geram uma distribuição mais equitativa de recursos, facilitando a persistência de instituições políticas inclusivas” – o Desenvolvimento sustentável, como conceitua Oliveira: um processo dialético, conflitos e alianças, compartilhado em redes multidimensionais pelo indíviduo e suas categorias em pleno estado de Direito, que ao preservarem e ao usarem os recursos naturais, os tributos, e a capacidade organizacional transforma-os em bens e serviços, o autoconsumo e o mercado, a ideia de negócio e as redes de valor, para suprir suas necessidades e desejos, expectativa de vida, pelo usufruto dos bens primários: individualidade, liberdade, posse, confiança e felicidade, intra e intergeracional, o bem-estar.

De igual maneira se exige das cooperativas como empreendedoras sociais, que elas empreendam um intensivo processo de planejamento, gestão, inovação (incremental ou disruptiva) e estratégia da ideia do negócio, para compartilharem o aprender, o desaprender e o reaprender as complexas relações estatutárias, sociais e éticas e alcançarem um patamar razoável de homogeneidade social. – o estado de Direito – e que segundo Hayek (2010), "significa que todas as ações do governo são regidas por normas previamente estabelecidas e divulgadas – as quais tornam possível prever com razoável grau de certeza de que modo a autoridade usará seus poderes coercitivos em dadas circunstâncias, permitindo a cada um planejar suas atividades individuais com base nesse conhecimento".

Enfim, uma atuação em rede (sistema) e que com a utilização de tecnologias transformacionais promovam o êxito em suas ações. Convém lembrar, que essas cooperativas têm estatutariamente estrutura sistêmica e inclusiva, por isso, os ‘donos-cooperados’ são capazes de solucionarem essa problemática: (1) ao escolher dirigentes-líderes que compartilhem funções aos associados; (2) ao operar seu plano de negócio em rede, de modo horizontal como vertical; (3) ao reconhecer-se como um sistema aninhado (rede dentro de redes); (4) ao preservar e ao usar os princípios da alfabetização ecológica: rede (sistema aninhado), cooperação, parceria, flexibilidade, diversidade, ciclo, fluxo, desenvolvimento, interdependência, e equilíbrio dinâmico; (5) ao garantir que os ‘donos-cooperados’ compartilhem as ferramentas: especialização e cooperação no planejamento e na execução de objetivos e de metas convergentes; (6) ao alavancar o ativismo, a prática cooperativa, a ética, a gestão libertária, o êxito do clima e da cultura organizacionais – ideia de negócio, visão, missão, valores, proposta de valor –, para aprender a conhecer, aprender a fazer, aprender a ser e aprender a viver juntos, ‘donos-cooperados’, dirigentes e stakeholders, será permanente e continuado; pois, enquanto entidade construtora da ideia de negócio vis-à-vis à preservação e o uso dos recursos naturais por gestão libertária comprometida com os princípios cooperativistas, nos ambientes públicos e privados, criem e compartilhem círculos virtuosos que gerem ofertas e demandas para oportunizar a operacionalização do negócio cooperativo pela segurança jurídica, pela tecnologia de informação e comunicação, pela comunicação integrada de marketing e pela eficiência, resguardem a preservação e o uso dos recursos naturais, inovem nos bens de capital, capacitem de modo continuado e permanente o capital humano e exijam gestão eficiente para ofertarem no mercado, produtos e serviços funcionais, confiáveis, convenientes a preço justo em redes de valor; e, assim, promoverão uma cultura associativista inclusivista nessas cooperativas e na sociedade em geral rumo ao estado da arte da sustentabilidade do cooperativismo e da cooperativa.

Decerto que, as cooperativas como organizações sociais são capazes de promoverem a ideia de negócio, a proposta de valor, a visão de futuro, a missão, os valores e o bem-estar; e a construção de cenários e de tendências num ambiente de negócio em que o êxito está na aplicação dos valores e critérios que os "donos-cooperados", dirigentes e empregados usam para tomar decisões sobre prioridades; e nos métodos pelos quais as pessoas se capacitam para transformar os insumos, energia, materiais, informação e tecnologia em produtos de alto valor e mercadejá-los. “Os donos-cooperados” devem entender quais forças causam ameaças, e quais forças as solucionam, e assim viabilizar o planejamento, a gestão, a tomada de decisão eficientes para aumentar a poupança interna e o nível de investimemto; usar a conectividade e a complexidade da interação: computador-internet-dispositivos móveis de banda larga; usar a educação cooperativista para ofertar e consumir produtos e serviços de qualidade a preços justos por longíssimo prazo; e alavancar à liberdade de muitos e da cooperativa, como argumentou Charles Howarth, um dos pioneiros de Rochdale (HOLYOAKE, 2003): “preferia renunciar a todas as suas vantagens, si, para consegui-las, se tivesse de attendar contra o princípio da liberdade”.

É o ‘dono-cooperado’ que ao usufruir dos bens primários propostos por Parijs (1997), Rawls (2002) e Oliveira (2013) – individualidade, liberdade, posse, confiança e felicidade pode e deve usar suas habilidades e comtetências para revolucionar ou reformar o ativismo, a prática cooperativista, a estrutura de custos, a capacidade organizacional recursos, processos e valores , e a tomada de decisão para dar soluções às ameaças ao seu negócio, a cooperativa; e entregar o resultado econômico e social prometido alavanca o estado de Direito, o mercado [estabelecido e novo] e suas redes de valor, o desenvolvimento sustentável.  













domingo, 30 de junho de 2019

O chefe e sua ética de compadrio

           Marcos Antonio Dantas de Oliveira[1]

As cooperativas, por certo, precisam transformar a oferta e a demanda inelásticas do produto e/ou serviço dos ‘donos-cooperados’, em oferta e demanda elásticas os produtos in natura, artesanais e industrializados. A elasticidade é uma oportunidade ímpar para negociar em mercados desafiadores: mercado interno, por exemplo, pelo acesso ao mercado de compra governamental [apesar do baixo valor per capita por agricultor, devido ao baixo montante monetário ofertado pelo governo e o número alto de agricultores em condições de negociar] e ao mercado externo; para isso, o governo federal precisa garantir que o Sistema Harmonizado de Mercadorias da Organização Mundial do Comércio/OMC – o Acordo sobre Agricultura [baseado nos critérios: apoio interno, acesso a mercados, subsídios à exportação] não exclua esses beneficiários, enquanto produtores e consumidores de bens e serviços.

Via de regra, as cooperativas continuam inviabilizando o negócio social e econômico por não fazerem planejamento [por exemplo, utilizando o método 5W2H] e gestão estratégica, e por falta de capacitação de dirigentes e ‘donos-cooperados’ sobre as ferramentas de análise e gerenciais; bem como não há qualquer diretor nem empregado com formação em Administração nessas cooperativas. No estado de Alagoas, por exemplo, ainda que a Universidade Estadual de Alagoas/UNEAL, a Universidade Federal de Alagoas/UFAL e cursos à distância pela Universidade Norte do Paraná/UNOPAR e pela Universidade Tiradentes/UNIT ofereçam cursos de Administração em Arapiraca/AL.

O modelo de negócio e a estratégia de tão primitivas anulam a missão, a visão de futuro, os valores, o marketing, o posicionamento estratégico e a proposta de valor, no dia a dia, dessas cooperativas; por conseguinte têm uma gestão baseada no clima e na cultura organizacionais tipicamente personalista, paternalista e de lealdade ao dirigente. Seus dirigentes atuam, em geral, como chefes, pois usam a ética de compadrio a troca como meio de “controle ou influência tendo por base recursos materiais e recompensas na forma de remuneração pelo recebimento de algum tipo de contribuição”, diz Bernardes (2009).

O êxito do clima e da cultura organizacionais, uma vez que, estão alicerçados numa vigorosa ética de compadrio, como resultado do exercício arbitrário do Estado (Poderes: Executivo, Legislativo e Judiciário) e das oligarquias política e econômica numa ação combinada com os dirigentes-chefes, também é agravado pela baixa participação cognitiva, instrumental, política e social da grande maioria dos ‘donos-cooperados’; e numa outra prática de exercício arbitrário muito usual: o edital de convocação dessas cooperativas quando de sua publicação, observa-se que 'os donos-cooperados' deliberam e aprovam em assembleia qualquer assunto em 3ª (terceira) convocação com um mínimo de 10 (dez) cooperados ou com qualquer número de cooperados. E entre tantos outros motivos, a ética de compadrio e o edital de convocação são atualmente os motivos mais extremados pelos quais as cooperativas são ineficazes e malvistas no cumprimento de seus estatutos – esse "menosprezo pelo exercício da democracia direta” (OLIVEIRA, 2013) dos ‘donos-cooperados' e dos dirigentes aniquilam o ativismo, a prática cooperativista, o resultado econômico e social, a prosperidade e o bem-estar pelo usufruto dos bens primários: individualidade, liberdade, posse, confiança e felicidade (OLIVEIRA, 2013) ­­– essa prática efetiva o insucesso dessas cooperativas.

E assertivamente diz Bastiat (2010): “se cada homem tem o direito de defender – até mesmo pela força – sua pessoa, sua liberdade e sua propriedade, então os demais homens têm o direito de se concertarem, de se entenderem e de organizarem uma força comum para proteger constantemente esse direito”.





[1] Mestre em Desenvolvimento Sustentável [engenheiro agrônomo], professor da Universidade Estadual de Alagoas/UNEAL, membro da Academia Brasileira de Extensão Rural/ABER, diretor do Sindagro, articulador da Tribuna Independente – Maceió/AL Blog:   sabecomquemestafalando.blogspot.com 




sexta-feira, 31 de maio de 2019

MOLDANDO o bem-estar

Marcos Antonio Dantas de Oliveira[1]

Nesse século, as instituições políticas e econômicas extrativistas continuam promovendo as desigualdades regionais e sociais em ritmo crescente e anulando o estado de Direito. E já observava o filósofo Aristóteles  não há nenhuma razoabilidade [a justa medida] no excesso de riqueza de uns poucos ou na falta de riqueza de muitos https://g1.globo.com/economia/noticia/2019/04/05/banco-mundial-alerta-para-aumento-da-pobreza-no-brasil.ghtml

Decerto que, uma ferramenta necessária nos dias atuais para participar dessa onda globalizante com êxito, e para mitigar ou erradicar os danos causados pelo intervencionismo de grupos de pressão, principalmente do Estado [inflação, imposto e controle de preços]; esses danos são suficientes para aniquilarem, dos estilos de vida mais prosaicos dos povos autóctones e tradicionais ao homem contemporâneo, em particular dos agricultores familiares, que ainda não usam os benefícios da conectividade e da complexidade resultante da interação: computador-internet-dispositivos móveis de banda larga, da lei Moore, da globalização, da mudança climática, da demografia, da migração, da poupança  e do capital para investir em produtos  e serviços seguros e de qualidade é o negócio cooperativa. Sobretudo ao empregar as tecnologias transformacionais, faz todo sentido, aumentar a eficácia da ideia desse negócio indagando: o que?, quem?, onde?, quando?, por quê?, como?, quanto?. É vital, contextualizar as incertezas, os cenários e as tendências, e assim garantir uma estratégia exclusiva e valiosa para reinventar e promover a proposta de valor de uma cooperativa – sua função social com viés de alta: o emprego, o consumo, o padrão de vida e o bem-estar

Dentro dessa ótica, indaga-se: como num mundo tão hierarquizado e autoritário, as sociedades de diversas matizes possíveis podem atingir posições confortáveis, garantidoras de relevância social, redistribuição econômica e prudência ecológica, e com bem-estar pelo usufruto dos bens primários? Esses bens primários “são presentemente definidos pela necessidade das pessoas em razão de sua condição de cidadãos livres e iguais e de membros normais e plenos da sociedade durante toda a sua vida" (Van PARIJS, 1997). 

Doravante a
s respostas às necessidades humanas: abrigo, água, energia, trabalho, consumo, educação, lazer podem pelo uso da interação: computador-internet-dispositivos móveis de banda larga gerarem inovações disruptivas (novos produtos, serviços e rendas), como exemplo, o emprego da mídia Instagram por determinadas pessoas resultam em benefício financeiro próprio em detrimentos de seus seguidores; mas sinaliza que seus seguidores podem intervir exigindo uma repartição desse benefício, tudo isso a custos baixos. Bem como, as TICs vão diminuir a oferta de alguns tipos de trabalho em uso e reduzir rendas, e outros desapareceram entre os afetados, estarão os agricultores familiares; estes poderão ser beneficiários em outras TICs, como novos trabalhos e rendas. Sua intervenção nas mídias sociais melhorará seu propósito de vida.

De igual modo, estudiosos, entre eles Ignacy Sachs, comentam sobre um sistema de produção e consumo respeitador da natureza, onde a sustentabilidade definida como eficácia econômica, social e ambiental atenda às necessidades e desejos da geração atual e futura. Esse processo atende pelo nome de desenvolvimento sustentável, e está fundamentado em critérios que mitigam danos de qualquer natureza, ei-los: social, ecológico, ambiental, territorial, econômico, política nacional e política internacional (SACHS, 2000), que interpenetrados pelos princípios da alfabetização ecológica: rede, cooperação, parceria, flexibilidade, diversidade, ciclo, fluxo, desenvolvimento, interdependência, e equilíbrio dinâmico, de Capra (2002), e pelos bens primários: individualidade, liberdade, posse, confiança e felicidade, de Oliveira (2013) alavancam o bem-estar. Em geral, as pessoas sabem que os motores da prosperidade liberdade individual, recursos naturais, bens de capital, capital humano e eficiência de governo – estão a seu alcance.

Então, “quem somos?, é inseparável de onde estamos?, de onde viemos?, e para onde vamos?”, nos ensina Morin (2000). Por conseguinte, se a nossa habilidade de pensar e interagir com as pessoas sobre o uso das TICs, dê respostas satisfatórias, confiáveis as indagações, as pessoas vão estar seguras? De certo é que as instituições em redes moldam a interação entre os humanos  elas são as regras do jogo , e o emprego das TICs – elas potencializam e ampliam às necessidades humanas, à prosperidade e o bem-estar com todos na justa medida https://govtech.blogosfera.uol.com.br/2019/04/27/internet-cara-compromete-95-da-renda-dos-brasileiros-mais-pobres





[1] Mestre em Desenvolvimento Sustentável e professor da UNEAL 



domingo, 28 de abril de 2019

Individualidade, liberdade e posse

Marcos Antonio Dantas de Oliveira[1]

Eis o homem, como bem diz o economista e jornalista, Frédéric Bastiat, 1801-1850 (2010) - “foi pelo fato de a vida, a liberdade e a propriedade existirem antes que os homens foram levados a fazer as leis”. 
Portanto, uma política de desenvolvimento sustentável brasileira e alagoana que assegurada pelo exercício da liberdade individual e da cidadania de homens e mulheres, agricultores e extrativistas familiares (dos povos e comunidades tradicionais) e jovens rurais, garanta-lhes o acesso e o uso dos recursos naturais, da inovação disruptiva, dos impostos e do lucro em suas unidades (familiar, produtiva, social e geográfica); sobretudo pelas suas participações, acompanhamento e avaliação do Plano Plurianual/PPA, da Lei de Diretrizes Orçamentárias/LDO e da Lei Orçamentária Anual/LOA, federal, estadual e municipal. Esse processo aponta para a necessidade de estratégias e conexões sustentáveis para garantir que as diretrizes e a execução de programas, ações e projetos construam uma visão de futuro. 
Então, faz sentido que o IBGE revise a metodologia de definição de aglomerados urbanos e rurais, e o governo o Código Tributário Nacional, que trata da cobrança de impostos urbanos e rurais; ambos sobre a perspectiva do projeto de lei da Política de Desenvolvimento do Brasil Rural/PDBR, PLS 258/2010, em exame no Congresso Nacional; decerto que, a PDBR é uma ferramenta ímpar para alavancar as políticas governamentais de combate à pobreza no campo. É através de uma política de desenvolvimento rural, onde o estabelecimento agrícola e não agrícola (Lei 11.326) sejam lugares de regulação do êxodo rural, por emprego de estratégias sustentáveis, como o uso das TICs – https://govtech.blogosfera.uol.com.br/2019/04/27/internet-cara-compromete-95-da-renda-dos-brasileiros-mais-pobres
Nós “temos o direito de nos conduzir de variadas maneiras em relação a uma pessoa, seguindo nossa opinião desfavorável sobre ela, não para oprimir sua individualidade, mas para exercer a nossa”, argumentava, o filósofo e economista, John Stuart Mill, 1806-1873 (2018). De maneira que, é pelo exercício da liberdade individual que se incorpora estratégias para promover os direitos e os deveres constitucionais e os de entendimento tácito para o acesso e o usufruto dos “bens primários” (RAWLS, 2002 e OLIVEIRA, 2013), o bem-estar – com vigor às mulheres, adolescentes e crianças. Isso tudo “é práxis, que implica a ação e a reflexão dos homens sobre o mundo para transformá-lo”, nos ensina Paulo Freire (1987). 
Em Alagoas e no Brasil, em geral, pela fragilidade dos agricultores minifundiários, analfabetos, descapitalizados e de suas representações nos espaços públicos e privados precarizam ainda mais seu modo de vida: social, econômico e ecológico. Essas categorias permanecem com dificuldade de acesso aos fatores de produção, à renda; aos serviços [saúde, educação, segurança pública, crédito rural]; à cultura e ao lazer; às tecnologias de informação e comunicação (TICs); e em insegurança jurídica. E assim continuam em êxodo rural; esse êxodo acarreta consequências graves, entre elas: o insucesso ou a interrupção na sucessão familiar; a consequente masculinização do campo; e a presença em viés de alta de idosos na atividade agropecuária. 
Todavia, isso é piorado porque o ideário e a prática associativistas são apropriados pelos dirigentes-chefes e pela apatia dos associados; e pelo não acesso ao serviço de pesquisa agropecuária e extensão rural estatal ou não estatal eficiente, que não possibilitam o uso de inovações e, com isso avançar: (i) no incremento da produtividade da terra e da mão-de-obra [dispensando a mão de obra infanto-juvenil], (ii) no crescimento da renda líquida das famílias agricultoras e (iii) assegurando-lhes prosperidade e bem-estar.
Nessa sociedade o exercício da liberdade individual e da confiança fazem a diferença para romper ou diminuir às incertezas de qualquer natureza, e o ciclo de pobreza de muitos, ora debatendo tendências e traçando cenários com possíveis soluções para alavancar o propósito de vida de cada um. É incontestável o desenvolvimento da individualidade e da confiança - elas são essenciais à liberdade, à posse, ao estado de Direito e ao bem-estar - https://g1.globo.com/economia/noticia/2019/04/05/banco-mundial-alerta-para-aumento-da-pobreza-no-brasil.ghtml







[1] Mestre em Desenvolvimento Sustentável, Engenheiro agrônomo, professor da UNEAL, membro da Academia Brasileira de Extensão Rural/ABER, diretor do Sindagro.






domingo, 31 de março de 2019

A enxada e o celular, que desencontro

   Marcos Antonio Dantas de Oliveira[1]

 O sucesso das pessoas e de qualquer negócio sustentável, inclusive do negócio agrícola - preservação e uso dos recursos da natureza, da posse, da produção, dos lucros, da liberdade e da vida na bacia hidrográfica - que impulsionado pelo uso da inovação disruptiva [interação do computador-internet-dispositivos móveis de banda larga] facilita e barateia o planejamento de curto a longo prazo e a gestão [o quê, quem, como, quando, quanto, onde, por que]; diminui as incertezas quanto a visão de futuro, a ideia do negócio, a proposta de valor e o propósito de vida do empreendedor, do investidor, do empregado e do consumidor; principalmente, importam-se com o debate acerca da ética, do governo eficiente, e da sociedade em avaliar e corrigir os benefícios e malefícios da tecnologia, da lei Moore, da globalização, da mudança climática, da demografia, da migração, do capital, do trabalho, da intervenção do Estado e dos grupos de pressão; da troca desigual econômica e ecológica, da vantagem comparativa e ou competitiva, e do custo de oportunidade; de cenários, tendências, opções estratégicas e conexões para maximizar o desempenho da cadeia produtiva pela suficiência de ciência, pesquisa agrícola e ATER incrementa a produtividade de todos os fatores [preço competitivo por serviço e unidade produzida]; e de todo modo, a qualidade de bens e serviços protegida por um seguro, e as vantagens em ofertá-los rastreados, certificados e fiscalizados ao alcance de todos por longo tempo; pelo êxito das ferramentas de cooperação e associativismo com atuação em redes [associação, sindicato e cooperativa]; enfim, pela confiança, o acesso e o uso da internet das coisas pelas pessoas, empresas e governos impele à prosperidade e o bem-estar. 

  Porque agora é possível intervir, pois não há nenhuma razoabilidade no excesso de bens de uns poucos e na carência de bens de muitos, já observava o filósofo Aristóteles. Indagamo-nos: Quem somos? O que fazemos agora? O que vamos fazer amanhã?  
  Acrescente-se, a tais questões, o sistema tributário altamente regressivo; o alto grau de informalidade [de ilegalidade] da economia; a baixa coesão na normatização internacional e nacional das relações entre estados, empresas e indivíduos [pela insegurança jurídica]; a alta concentração de poder político e econômico, patrimônio e renda de uns pouquíssimos, enquanto muitíssimos vivem com pouquíssima posse e renda - sobrevivem em estado de pobreza. E aqueles afetados diretamente por uma Reforma Agrária pífia, que, por não levar em consideração o módulo rural [a propriedade familiar] - ler Estatuto da Terra - e a composição familiar como critérios de acesso a terra; o alto número de analfabetos entre os beneficiários da Lei 11.326/2006 [agricultores e extrativistas familiares, povos e comunidades tradicionais]; o elevado nível de descapitalização [pouca posse e nenhuma poupança] desses beneficiários; a visão de curto prazo dos planejadores, tanto estatais como da iniciativa privada; e, sobretudo, o caráter político-ideológico da Lei 11.326/2006, que contamina o entendimento sobre a agricultura familiar como atividade econômica. 
 Decerto que, a baixa conectividade das tecnologias de informação e de comunicação (TIC) ainda que barata, fácil de usar, rápida e onipresente para uso de governos, empresas e pessoas, principalmente; evidenciando que há uma repercussão negativa pelas suas baixas capacidades de planejamento e gestão quando da aplicação da inovação: computador-internet-dispositivos móveis de banda larga; por exemplo, os agricultores e extrativistas familiares, os povos e comunidades tradicionais, e principalmente os jovens rurais, que descapitalizados e de maioria analfabeta, e utilizando seu esforço físico para aplicar uma tecnologia de baixa produtividade pouco eficiente e cara em mão de obra como a enxada, terão dificuldades para oportunizar o artigo 186 da Constituição Federal – a função social da propriedade - e a sucessão familiar; doutro modo, oportunizarão se utilizarem o esforço mental para aplicar uma tecnologia de alta produtividade, elevada eficiência e de baixo custo como a interação: computador-internet-dispositivos móveis de banda larga; e assim terão conhecimento e compreensão para pensarem e agirem sobre seu planejamento, gestão e proposta de valor com liberdade de decidir - esse é o ponto de inflexão entre essas tecnologias. 

Então, problematizar a agricultura, principalmente a agricultura familiar, quando do cultivo agrícola e da recuperação da estrutura e funções ecossistêmicas sobre a produtividade de todos os fatores, a eficiência do planejamento e gestão, e a qualidade dos bens, serviços e o bem-estar, é necessária sob a ótica do trade-off: esforço físico e esforço mental quando do uso da enxada para libertá-lo da espoliação.
             Essa nova era das máquinas potencializa e amplifica a individualidade, a liberdade, a posse, a vigilância e a confiança pela atuação das pessoas, dos agricultores familiares, e de suas organizações conectados para enfrentarem as incertezas e os intervencionismos de quaisquer naturezas, principalmente do Estado, de maneira que, a economia política possa reinar, ao "prover uma receita farta [...] para as pessoas, ou, mais propriamente, capacitá-las [...]; segundo, suprir o estado [...] com receitas suficientes para seus serviços públicos", afirmava Adam Smith. A voz da rua ainda não enxerga a economia política como essa possibilidade; e, assim aniquile a intervenção do Estado, por exemplo: a distribuição de cargos, a tal ética de compadrio que faz o governador - ://www1.folha.uol.com.br/poder/2019/03/renan-filho-distribui-cargos-entre-parentes-de-membros-da-justica-promotoria-e-tce.shtml. E de igual modo, nos leve ao Desenvolvimento Sustentável – um processo dialético, conflitos e alianças, compartilhado em redes multidimensionais pelo indivíduo e suas categorias, em pleno estado de Direito, que ao preservarem e ao usarem os recursos naturais, os tributos, e a capacidade organizacional transforma-os em bens e serviços ao autoconsumo e ao mercado, a ideia de negócio e as redes de valor, para suprir suas necessidades e desejos, sua expectativa de vida, pelo usufruto dos bens primários: individualidade, liberdade, posse, confiança e felicidade, intra e intergeracional, o bem-estar.


[1] Mestre em Desenvolvimento Sustentável [engenheiro agrônomo], professor da Universidade Estadual de Alagoas/UNEAL, membro da Academia Brasileira de Extensão Rural/ABER, diretor do Sindagro, articulista da Tribuna Independente, Maceió/AL –  Blog: sabecomquemestafalando.blogspot.com 





quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

O Bem-estar do extensionista em viés de baixa

Marcos Antonio Dantas de Oliveira[1]

Nesses últimos 30 anos, vis-à-vis a ineficiência das representações sindicais continua comprometendo seriamente à proteção, à defesa e à reivindicação dos interesses dos sindicalizados da pesquisa agropecuária e da extensão rural, por exemplo. Esses sindicalizados não conseguem manter suas famílias em condições sociais e econômicas necessárias para usufruir de bem-estar pelos bens primários observados por Oliveira (2013) – individualidade, liberdade, posse, confiança e felicidade, não asseguram sua reprodução. Da mesma maneira, a ineficiência do Estado continua em ritmo acelerado porque o governo é refratário em cumprir os objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil: Artigo 3º: “I – construir uma sociedade livre, justa e solidária; II – garantir o desenvolvimento nacional; III – erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais; IV– promover o bem de todos, sem preconceito de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação”. E essas instituições políticas atuam de modo extrativista.

É público e notório que o baixo exercício da cidadania dos sindicalizados do serviço de pesquisa agropecuária e extensão rural – nas entidades federais, estaduais, municipais e distrital – não alavancam suas visões de futuro, missões, objetivos, suas ideias de negócio, suas propostas de valor e seus balanços sociais. Porém, quaisquer avanços para aqueles que fazem o serviço de pesquisa agropecuária e extensão rural passam, sobretudo, pelo exercício da liberdade individual e da cidadania, e pela participação em rede das representações sindicais dos empregados e servidores públicos e da Federação Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras da Assistência Técnica, Extensão Rural e da Pesquisa do Setor Público do Brasil/FASER  e afiliados nas audiências públicas de Conselhos e de Casas Legislativas nacional, estadual, municipal e distrital que tratem da complexidade de assuntos e ações que potencializem e alavanquem, principalmente, o Plano Plurianual/PPA, a Lei de Diretrizes Orçamentárias/LDO e a Lei Orçamentária Anual/LOA; essas audiências, principalmente, as do Congresso Nacional, dialogam, encaminham e definem a maioria dos recursos de custeio e investimentos destinados à defesa e à proteção dos trabalhadores, e ainda há outras políticas públicas convergentes e similares; outra função relevante dessas entidades sindicais é fazerem lobbies junto aos congressistas, deputados estaduais, distritais e vereadores para aprová-las.

Decerto que, entre tantas ferramentas de intervenção em atos e processos, as audiências públicas de tão poucas frequentadas e com baixo grau de envolvimento das representações sindicais dos empregados e servidores públicos, e dos empregadores do serviço de pesquisa agropecuária e extensão rural nessas audiências nem potencializam nem alavancam, por exemplo, o PPA, a LDO e a LOA, e outras políticas de quaisquer naturezas que aportam recursos financeiros para beneficiar os trabalhadores. Uma vez que, são atuações pífias devido ao sistema de valores que opera por inércia e por consciência dos envolvidos, por medo de atravessar o espaço familiar da casa em direção ao espaço individual da rua (DAMATTA, 1997); assim inviabilizam ou aniquilam a ideia do negócio, o balanço social, o planejamento e a gestão estratégica nas entidades sindicais dos pesquisadores e extensionistas estatais, FASER e afiliadas; e ainda dificultam-lhes o acesso aos benefícios resultantes dos encargos e da cooperação social - Não lhes asseguram o bem-estar pelo usufruto dos bens primários (OLIVEIRA, 2013).

A pífia atuação dessas entidades sindicais: dos servidores e empregados públicos, dos patrões e dos beneficiários da Lei 11.326, nos Conselhos e Casas Legislativas tem intensificado a ineficiência do serviço de pesquisa agropecuária e extensão rural brasileiro, que continua repercutindo na minimização da criação de mais empregos diretos; acentuando a baixa produtividade da mão de obra; interrompendo a mobilidade social; corroendo o grau de coesão social no campo e na cidade pela baixa eficiência no uso dos bens naturais, dos bens de capital, do capital humano e do governo – como exemplo: a repercussão negativa no bem-estar dos servidores e dos empregados públicos na Emater/AL, pela demissões em massa, e na Emater/PB e Empaer/MT, pela extinção e criação de novas entidades, ora pela precarização das condições de trabalho e salários, quadro de profissionais insuficiente por demissões e aposentadorias, e sem concurso público é tão aviltante, e ainda corroí as receitas sindicais. Na Emater/AL, demissões intempestivas e à margem da lei, por má gestão, e suas consequências nefastas tanto na estrutura familiar do demitido, na do beneficiário da Lei 11.326, bem como na do contribuinte que paga impostos altos e em cascata - são muitos processos judiciais em andamento com danos irreversíveis aos demitidos e famílias; entretanto, o governador distribui cargos - a tal ética de compadrio, típica de uma instituição política extrativista - ://www1.folha.uol.com.br/poder/2019/03/renan-filho-distribui-cargos-entre-parentes-de-membros-da-justica-promotoria-e-tce.shtml 

Esse desmonte é tão grande que as entidades sindicais dos empregados e servidores públicos e dos beneficiários da Lei 11.326, não se deram conta do desprezo dos governos estaduais pelas condições de trabalho e salários precários dos servidores e empregados públicos com impacto direto no bem-estar da sociedade, face a uma mídia governamental surreal que insiste que está tudo bem.

Apesar da apatia das representações sindicais, de igual modo, a FASER e afiliados, as representações sindicais dos beneficiários da Lei 11.326, e as entidades patronais, indubitavelmente, devem perseverar nas suas atribuições estatutárias para garantirem que o Desenvolvimento Sustentável se realize como conceitua Oliveira  (2013) – "é um processo em rede dialética compartilhada pelo indivíduo e suas categorias [expectativa de vida: necessidades e desejos, conflitos e alianças] ao preservarem e ao usarem os recursos naturais, os tributos, e a capacidade organizacional [ideia de negócio, planejamento e gestão] transforma-os em bens e serviços [proposta de valor]: do autoconsumo ao mercado, da renda ao bem-estar pelo usufruto dos bens primários: individualidade, liberdade, posse, confiança e felicidade, intra e intergeracional".

Atualmente há um cenário de incertezas - ameaças e oportunidades. Mas, certamente, a FASER atuando como instituição política inclusiva deve garantir a distribuição do poder e consequentemente impedir qualquer exercício arbitrário nos ambientes institucionais ou não institucionais; e como articuladora frente à essas incertezas, oportunize garantias ao emprego sempre em viés de alta, à proteção, defesa e reivindicação dos interesses dos pesquisadores e extensionistas no Congresso Nacional, Assembleia Legislativa e Câmara Municipal, bem como diante do Governo: federal, estadual, municipal e distrital rumo a um certo grau de coesão social e, sobretudo um bem-estar pelo usufruto dos bens primários observados por Oliveira (2013) -  Avante FASER!!.



[1] Mestre em Desenvolvimento Sustentável [engenheiro agrônomo], professor da Universidade Estadual de Alagoas/UNEAL, membro da Academia Brasileira de Extensão Rural/ABER, diretor do Sindagro, articulista do jornal Tribuna Independente, Maceiò – AL, Blog: sabecomquemestafalando.blogspot.com 




quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

INDIGNE-SE, depois, EXPIE-SE

              Marcos Antonio Dantas de Oliveira[1]

Homens e mulheres por viverem em meio a tantas incertezas e inseguranças; torna urgente e necessário diminuir ou erradicar o fosso social, econômico, ecológico e patrimonial entre os que têm muito e os que têm pouco bem-estar. Vale lembrar que pobres com baixo nível de capital humano [desempregados, subempregados e empregados] não criam demandas por bens e serviços. 


E vão continuar deslocando e desacomodando suas famílias para atividades precárias e ilegais como prostituição infanto-juvenil e outras delinquências pela falta de tributos decentes, pois, esses diminuem a quantidade de atividades ilegais, incrementam a receita do governo e desconcentram a riqueza, como exemplo, o uso do imposto progressivo. É fundamental a dispersão da riqueza privada [propriedade privada e comum, produção e consumo de bens e serviços] e da riqueza pública [preservação dos ativos naturais, patrimônio imaterial e uso dos tributos] aos bilhões de desafortunados no mundo.


Pois, a acumulação de riqueza e outras prerrogativas são desfrutadas por pouquíssimos, e, há o desempregado rico que gasta fortuna na compra de bens e serviços de obsolescência precoce ou programada. 

E, há aqueles que vivem do sobretrabalho, do subemprego e do desemprego, são bilhões de desafortunados no mundo. Assim, o enfrentamento dessas situações exige a onipresença da cidadania para maximizar o cumprimento do contrato social posto, esse necessita de ambiente institucional e não institucional em que floresça e disperse as instituições inclusivas, essas, quando políticas "asseguram a ampla distribuição do poder e restringem seu exercício arbitrário.", quando econômicas "geram uma distribuição mais equitativa de recursos, facilitando a persistência de instituições políticas inclusivas", descreve-nas Acemoglu e Robinson [Por que as nações fracassam].

E, segundo Brynjolfsson e McAfee [A Segunda Era das Máquinas], os “ativos intangíveis: propriedade intelectual, capital organizacional, conteúdos gerados pelos usuários e capital humano” precisam ser melhores mensurados nas estatísticas para garantir que, “todo indivíduo nasce com um legítimo direito a uma certa forma de propriedade ou seu equivalente” defendia Thomas Paine, em 1795; e, comunga desse legitimo direito, o bilionário, Mark Zuckerberg, do Facebook: a renda básica poderia ser parte da resposta.

Agora, exercite a liberdade individual e a cidadania, formule, execute e maximize as políticas públicas [inclusive, à família e à cultura]. Avalie-as. Corrija-as, e se for o caso, substitua o governo ineficiente que os impedem de serem livres, iguais e felizes, terem vida digna, para além do Homo economicus, para o Desenvolvimento Sustentável como acentua Oliveira (2013) – um processo em rede dialética compartilhada pelo indivíduo e suas categorias [conflitos e alianças] ao preservarem e ao usarem os recursos naturais e os tributos [planejamento, gestão, ideia de negócio] transforma-os em bens e serviços [proposta de valor]: do autoconsumo ao mercado, da renda ao bem-estar pelo usufruto dos bens primários: individualidade, liberdade, posse, confiança e felicidade, intra e intergeracional – uma concertação para a justiça social.







[1] Mestre em Desenvolvimento Sustentável [engenheiro agrônomo], professor da Universidade Estadual de Alagoas/UNEAL, membro da Academia Brasileira de Extensão Rural/ABER, diretor do Sindagro. Blog: sabecomquemestafalando.blogspot.com